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sexta-feira, 17 setembro 2021

Justiça social: uma expressão do cristianismo

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Mateus 5:6

Por Marlon Max

Um dos temas que compõem quase todos os livros da Bíblia é o conceito de justiça. Há situações no dia a dia que o Cristão é desafiado a agir com justiça, mas não a humana, a Deus. De acordo com o pastor da Comunidade da Graça, Ronaldo Bezerra, a Palavra de Deus fala sobre três tipos de justiça: justiça espiritual, justiça moral e espiritual.

Todas elas são operadas pelo Espírito Santo na vida daquele que nasceu de novo, mas como ser uma pessoa que tem fome e sede de justiça, e é saciada pelo Senhor? Qual é o papel da justiça social nos nossos dias e no evangelho para nossa sociedade?

De acordo com o pastor, as “bem-aventuranças”, não trata de uma justiça espiritual, como a maioria pode imaginar, mas se refere à justiça social. “É essa a justiça que busca a libertação do homem de toda sorte de opressão”, explica. Assim como diz o evangelho: ‘bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão satisfeitos”. O pastor aponta que esse anseio por justiça é a espera por uma intervenção de Deus aliviando a dor dos oprimidos, isto é, estabelecendo uma justiça social.

A justiça de Deus, que é ensinada na Bíblia, é a ação reparadora do Espírito Santo em restaurar o homem. Essa atuação, explica Bezerra, é feita por intermédio dos servos de Deus na terra. “Quem são essas pessoas que têm fome e sede de justiça, que dão valor ao outro e mostra bondade diante da injustiça?”, pergunta o pastor e ele mesmo aponta alguns exemplos:

“homens como Martin Luther King, pastor Batista no Estados Unidos, que não aceitava a discriminação racial. Ou pessoas como Moisés, que mediante a opressão a qual seu povo sofria enfrentou um egípicio. Ou Neemias que quando soube que seu povo estava em grande miséria, chorou por vários dias, e tantos outros”, completa.

Segundo o pastor, os bem-aventurados são pessoas que não aceitam a fome daqueles que estão nas ruas ou as dores de quem é injustiçado, mas atua para ser agente de restauração. “Restabelecer a justiça de Deus é fazer a obra de Deus. É estender a mão para aquele que está se afundando, é ser alívio”, diz Ronaldo Bezerra.

Há uma recompensa para quem luta por justiça, destaca o pastor. Aqueles que lutam contra as desigualdades e que anseiam pela justiça de Deus serão felizes. “Quando é que nós vamos abandonar esse nosso egoísmo, essa avareza e passa nos importar com o próximo… quando vamos ser assim?”, questiona. “Ao fazer o bem para alguém necessitado, você está fazendo bem para o próprio Deus”, completa.

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