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Juliano Son fala com detalhes sobre “Noite de Adoração 2”

Confira a entrevista exclusiva da Comunhão com o cantor, compositor e pastor Juliano Son

Por Carolina Leão

Juliano Son é cantor, compositor e pastor da Livres Church, em São Paulo (SP). Ele acaba de lançar, neste mês de maio, o projeto “Noite de Adoração 2”. O cantor nasceu no Brasil, filho de coreanos; sua mãe Norte-coreana e seu pai Sul-coreano. De sua família, ele foi o primeiro a decidir seguir uma vida cristã. Desde esta escolha, a convocação ao pastoreio e à adoração pela música foram consequências que tomaram proporção na sua vida e, com a dedicação a esses ministérios, já são milhões de pessoas alcançadas mensalmente pelas plataformas de streaming e redes sociais.

A Comunhão conversou com exclusividade com o cantor para conhecer mais detalhes sobre os seus projetos atuais. Na entrevista, ele fala sobre o álbum “Noite de Adoração II” e seus diferenciais, sobre a sua experiência com composições e o entendimento do seu chamado para a música, envolvendo aspectos da sua história de vida.

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Leia a entrevista abaixo.

Como surgiu a ideia do “Noite de Adoração 2″?

Juliano Son: Depois da primeira Noite de Adoração, logo após um tempo, ficou essa impressão de que poderia haver uma continuidade e, inclusive antes mesmo da pandemia, havia esse desejo, mas todo mundo foi pego de surpresa. E aquilo que ficou em pausa, quando a gente percebeu que a pandemia estaria mostrando novos ares, a gente gravou na sequência.

Comunhão: A Gravação no aniversário de um ano da Livres Church?

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Foto: Reprodução Sony Music

Sim. Não foi coincidência. O projeto veio para celebrar esse novo momento. Eu, agora, como pastor em uma comunidade, e as canções, o projeto vem não só para celebrar esse tempo novo, mas ele traz esse aspecto mais congregacional.

O álbum Noite de Adoração foi em uma igreja parceira. Essa segunda noite foi no espaço onde temos nos reunido como igreja.

Participações especiais do álbum

Juliano Son: A Gabriela Rocha e o Isaias Saad são amigos de longa data. São amigos que estiveram no Sertão com a gente, participando dos Impactos. O Isaias eu conheci nos primeiros impactos. Então, foi natural essa participação, o convite. E a Sarah Oliveira também é amiga de amigos nossos, além de ser uma pessoa cheia do Senhor, e tudo isso promoveu o ajuntamento.

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Quais são outros diferenciais que projeto traz?

Juliano Son: Um diferencial, como dito, é que foi em casa; foi uma novidade. Ao longo de tantos anos, todo evento que a gente fazia era em algum lugar, mas dessa vez foi em casa. Diferentemente do primeiro projeto, que não houve participações especiais, a gente teve as participações nesse. A equipe técnica, na área da produção musical e de vídeo, são amigos também que já participaram com a gente em outros projetos. E além disso, eu estou vivendo um tempo novo.

Quais são as inéditas do álbum e as composições próprias?

Juliano Son: O álbum tem composições nossas, tem canções que foram escritas em conjunto, tem algumas versões. Nova Jerusalém e Ele Vive são composições próprias. A “Rei da Glória” e “Coroas” são de outros autores, mas que são amigos.

Chama a atenção os títulos com enfoque em adoração, como “Rei da Glória”, “Ele Vive”, entre outras. Como geralmente é processo da composição da música, que revela esse cuidado com a adoração do nome de Deus?

Juliano Son: Nós adoramos a quem nós conhecemos, por isso eu creio ser imprescindível, para quem tem essa vocação para escrever canções e serem usados para colocar palavras, melodia nos lábios dos adoradores, aqueles que pertencem ao Senhor, eu acho que é uma responsabilidade enorme. Se eu paro para pensar na responsabilidade, a gente fica até paralisado de tanto temor, porque é uma responsabilidade muito grande. É um instrumento didático poderosíssimo, o conteúdo que é transmitido por meio de músicas, por meio das canções. Por isso, eu acho imprescindível, de novo, que aquele que veio vocacionado para isso conheça ao Senhor, conheça as escrituras, se aprofunde; tenha tempo e não pressa. Percebo que hoje há uma ansiedade por reconhecimento, mas a maturidade, a experiência com o Senhor leva tempo. O meu processo é buscar corresponder aquilo que nós entendemos dEle, corresponder a algo que estamos vivendo ou a uma mensagem que precisa ser mais uma vez transmitida.

Próximos projetos

Juliano Son: Um desejo meu é de poder gravar, lançar algo para o fim do ano. Algumas ideias a gente têm, há muito tempo eu tenho pensado em gravar canções do passado, com uma nova roupagem, mas não sei se seria esse o próximo projeto, mas são algumas ideias.

Aspectos da história do cantor

Juliano Son: Eu nasci no Brasil, não nasci na igreja evangélica, mas eu sempre gostei de música. O meu pai gosta muito de música e diz que o meu avô também gostava muito e passava horas cantando. Eu cresci gostando de cantar. Inclusive, trabalhei um pouco com a música. Mas depois veio a conversão e, com a conversão, o Senhor ressignificou tudo isso. A partir da conversão eu passei a olhar a música de forma diferente, e aqui estamos.

Como foi o seu chamado para a música cristã?

Juliano Son: Isso foi logo após a conversão. Depois que eu conheci o Senhor, primeiro veio uma convicção da vocação quanto à proclamação da Palavra. Inclusive, eu não olhava para a música, não achava que iria continuar com a música tamanha a convicção quanto à vocação pastoral, inclusive. Mas não passou muito tempo e eu fui levado a entender a importância do cântico na expressão da igreja. Uma das razões porque o ministério musical nasceu foi também para dar visibilidade e voz àqueles que precisam ser ouvidos e vistos. E hoje o semiárido nordestino, o Sertão do Brasil, é uma região que há muito tempo tem clamado pela graça do Senhor. Hoje nós temos visto mais e mais amigos correspondendo ao clamor desse povo.

Um convite aos leitores 

Juliano Son: Em julho, a gente vai ter uma edição de um ajuntamento missionário que a gente chama de “Impacto Sertão Livre”, de 23 a 30 de julho, vai ser a 20ª edição. Reunimos valentes de todo o Brasil e de partes do mundo também. Mas, em janeiro de 2024, vamos celebrar 10 anos dessa organização missionária que acontece em prol desse povo.

Eu gostaria de deixar aqui esse convite para os leitores, para buscarem conhecer, para todo aquele que tem uma vocação missionária, todo aquele que tem um abraço para dar, um testemunho para compartilhar; porque a gente tem visto ao longo dos anos mulheres, homens, crianças sendo saradas por meio de um abraço, pela presença, por um “oi”, por uma singela oração. Para quem tem isso, eu faço, aqui, em nome deles uma santa convocação para julho de 2023 ou janeiro de 2024, esse movimento sempre acontece nas férias.

O movimento é aberto para todos. As inscrições acontecem pelo site: institutolivres.org.br

Confira a playlist “Noite de Adoração 2”


 

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