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sexta-feira, 17 setembro 2021

Dor na alma! Jovens são mais solitários que os idosos

Pesquisa Experimento da Solidão, conduzido pela rede britânica BBC, indica que os jovens se sentem mais solitários do que os idosos

Por Patricia Scoth

Solidão, no dicionário, significada estado de quem se acha ou se sente desacompanhado ou só; isolamento. No entanto, especialistas em psicologia atestam que esse sentimento pode surgir mesmo quando o indivíduo encontra-se em meio a uma multidão. Segundo o estudo que teve a participação de mais de 46 mil pessoas de 237 países, com idades entre 16 e 99 anos, a solidão tende a diminuir à medida que as pessoas envelhecem.

A pesquisa, Experimento da Solidão, que faz parte de um teste mundial conduzido pela rede britânica BBC, o Loneliness Experiment, foi realizada por estudiosos das universidades de Exeter, Manchester e Brunel, no Reino Unido.

Os resultados mostram que a solidão aumentou com o individualismo, diminuiu com a idade e foi maior nos homens do que nas mulheres. Os dados deixam claro ainda que este sentimento está mais relacionado à expectativa que as pessoas têm em relação às conexões sociais, do que da quantidade de pessoas com quem se relacionam.

Solidão

Dentro desse contexto, a psicóloga Alessandra Augusto explica que a solidão acarreta profunda dor na alma, sendo um dos ingredientes da depressão. “Vai além do estar sozinho. Sensação de estar solto, sem vínculos”, assegura. Ela pontua que o estar só é uma escolha pessoal, que traz benefícios.

“Já a solidão não é uma opção. É acarretada por vários fatores, como, por exemplo, a baixa autoestima”, salienta Alessandra. A psicóloga diz também que os jovens, por falta de vivência, ainda não têm ferramentas para lidar com as adversidades.

“Já os idosos possuem bagagem de vida. Então, conseguem suportar e superar as perdas e o movimento de ir e vir das pessoas nos seus relacionamentos”, ressalta, acrescentado que, exatamente por isso, sentem-se menos solitários que os jovens.

Autoaceitação e fé

Ao seguir essa mesma linha de raciocínio, a psicóloga Marta Macedo destaca que os relacionamentos interpessoais foram ganhando novos contornos ao longo do tempo e, especificamente este ano, impactados pelo isolamento social. No entanto, segundo ela, quando se fala em solidão o primeiro passo a dar é olhar para si mesmo.

“A pessoa precisa refletir como encara a própria companhia. Se é prazeroso ou não conviver consigo mesma”, analisa. Isto porque, de acordo com Marta, o indivíduo é o reflexo daquilo que alimenta a sua mente e as suas emoções. “Isso independe da faixa etária”, afirma.

Por outro lado, a especialista pontua que a percepção da solidão não é a mesma na juventude e na velhice. “Isso acontece, porque a rotina e a expectativa com relação à vida são diferentes, sem contar que os idosos são menos cobrados e pressionados”, assevera Marta.

Na visão da Pr. Eristelia Bernardo, da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), no Centro, em Caratinga (MG), os idosos se sentem menos solitários, porque já não buscam tanto a aceitação do outro, e os jovens, ao contrário, possuem muito o senso de pertencimento.

Ela observa que a fé é um excelente antidoto contra a solidão, tendo em vista que ela ensina a pessoa, independente da idade, a enxergar o outro, a si mesma e o mundo de maneira diferenciada.

“O jovem precisa compreender que não terá a aprovação de todos, mas que o Senhor o recebe de braças abertos em todas as circunstâncias”, analisa a pastora, que ainda frisa: “Jesus  prometeu que jamais nos abandonaria (Mateus 28.20). Então, ao tomar posse dessa promessa, não haverá espaço para a solidão, porque foi compreendido o amor do Pai”.

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