Jordânia: é crescente perseguição religiosa no país

Foto: Lagoinha Jordânia

País completou 73 anos de independência. Apesar da abertura aos refugiados, o 31º país na Lista Mundial da Perseguição 2019 é um ambiente cada vez mais hostil para os cristãos

A Jordânia abriga o segundo maior número de refugiados do mundo, segundo a ONU. Fronteira com Arábia Saudita, Iraque, Síria e Israel, o país se tornou a casa de milhares de sírios e iraquianos que fugiram da guerra. No entanto, apesar da abertura aos refugiados, a Jordânia é um ambiente cada vez mais hostil para os cristãos.

A Portas Abertas recebeu, nos últimos anos, diversos relatos de violência contra cristãos na Jordânia. Alguns cristãos ex-muçulmanos, por exemplo, foram agredidos fisicamente e/ou ameaçados de morte por membros da própria família, que não concordam com a decisão. Outros irmãos na fé tiveram que sair do país por motivos de segurança. Além disso, várias igrejas foram fechadas devido a atividades de evangelismo, pois evangelizar muçulmanos é proibido.

Politicamente, a Jordânia se tornou independente da Grã-Bretanha em 1946. Em 1967, o país perdeu a região da Cisjordânia para Israel na Guerra dos Seis Dias, a qual ainda hoje é alvo de intensa polêmica e conflitos noticiados pela mídia internacional. Com a guerra na Síria, a Jordânia passou a ser caminho para radicais jihadistas, fazendo com que o terrorismo também chegasse ao país, que registrou diversos tipos de ataques extremistas.

Hoje, completando 73 anos de independência, a Jordânia ocupa a 31ª posição no ranking da Lista Mundial da Perseguição 2019. O principal tipo de perseguição religiosa registrada no país é a opressão islâmica. Isso significa que, mais do que nunca, nesta data, a Jordânia precisa das nossas orações, pois a economia está desgastada (devido ao crescimento populacional) e os nossos irmãos na fé, jordanianos, iraquianos e sírios estão enfrentando intensa perseguição.

Estenda as mãos aos refugiados da Jordânia

Com o crescimento no número de refugiados, a Portas Abertas decidiu apoiar um projeto na Jordânia, chamado Al Hadaf. Este trabalho fornece aconselhamento pós-trauma e ajuda emergencial às famílias cristãs do Iraque. Dessa forma, elas se sentem acolhidas e fortalecidas mesmo não estando em sua terra natal. Com sua oferta, é possível beneficiar um cristão refugiado pelos próximos 6 meses. Entenda mais sobre o projeto, envolva-se e doe.

*Com informações de Portas Abertas


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