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quarta-feira, 6 julho 2022

John Piper: Seis fatos sobre a ira de Deus

Foto: unsplash

“A ira de Deus é a justiça agindo contra a injustiça”

Por Marlon Max

O maior perigo que as pessoas enfrentam, de todas as etnias, de todos os lugares da terra e de todos os momentos da história é o da justa ira de Deus sobre pecadores culpados, levando-os ao sofrimento eterno, a menos que o próprio Deus nos resgate de Seu julgamento. É assim que o pastor John Piper descreve um dos aspectos de Deus mais conflitantes na Bíblia.

Muitos se perguntam: “como um Deus amoroso pode direcionar a ira dele ao mesmo povo que ele diz amar?” Piper apresenta seis pilares bíblicos para explicar a ira de Deus e aponta algumas razões. Confira!

1) A ira de Deus é terrível e eterna. Romanos 2.6-8: “[no justo juízo de Deus, Ele retribuirá com] a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.”.

O fato desta ira e indignação estar em contraste com a vida eterna ao menos implica que elas também são eternas. Isso é confirmado em 2 Tessalonicenses 1.8-9: “quando do céu se manifestar o Senhor Jesus em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder.”

Foto: Desiring God

2) A ira de Deus é presente, ela já é revelada. Romanos 1.18: “A ira de Deus se revela (está sendo revelada) do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;”

Na América de hoje, não seria errado dizer que estamos entrando em um colapso moral em todos os níveis da sociedade, e caminhando para o julgamento, eu creio que isso seria uma afirmação verdadeira. Mas seria meio errado dizer isso, porque o colapso moral é o julgamento. E se você quer saber como isso funciona (eu não vou ler aqui agora), leia o restante de Romanos 1, e você vai ver o que Paulo quis dizer com a atividade presente da ira de Deus, entregando os homens aos seus pecados. Pense no julgamento da América de duas maneiras:

O juízo de Deus começa pela casa de Deus (1 Pe 4.17)… Você, como crente, não quer experimentar a ira de Deus, mesmo que o justo seja salvo com dificuldade (1 Pe 4.18).

3) A ira de Deus está por vir em um julgamento final. Romanos 2.5: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus.”.

Então é algo presente, pois Deus está os entregando a seus pecados e sua escravidão ao mal, ao mesmo tempo em que eles estão acumulando mais ira.

4) A ira de Deus é devido ao nosso pecado, que troca a glória de Deus pela glória do homem. Citarei 3 textos… Romanos 3.23: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus;”; Romanos 1.23: “e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível […]”. Romanos 3.9: “todos […] estão debaixo do pecado; […] Não há justo, nem um sequer”. Por fim, Romanos 3.19 vai dizer que toda boca se cala, o que significa que ninguém pode culpar a Deus por Sua ira, ela é totalmente justificada, justa e correta, em razão do quão grave é trocar a glória de Deus por qualquer outra glória.

5) A ira de Deus é justa. Romanos 3.5: “Porventura, será Deus injusto por aplicar a sua ira? Certo que não. Do contrário, como julgará Deus o mundo?”. Em outras palavras, Ele não é injusto, mas sim totalmente justo.

6) A ira de Deus é prerrogativa de Deus e não nossa. (Essa é uma das diferenças entre o Islã e o Cristianismo). Romanos 12.19: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira [de Deus]; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; […] vence o mal com o bem.”.

“Cristãos não tomam a prerrogativa de Deus, tornando-se mediadores da ira… Nós devemos morrer por nossos inimigos, não os matar; Não pronunciamos condenação aos infiéis, nós os evangelizamos, rogamos por eles, amamos, chamamos, nós vamos a eles”, explica Piper.

A ira de Deus, portanto, é a forma justa da manifestação Dele sobre as injustiças e desvios humanos. A ira não é para condenar, mas para corrigir. O cristão que vive com o coração voltado para Deus tem entendimento sobre seu pecado e busca o perdão, aquele que se aparta de Deus vive errante e se distancia do Pai e seu perdão e amor.

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