Comediante ‘John Crist’ é acusado de assédio sexual

(Foto: Site John Crist)
(Foto: Site John Crist)

A turnê “Pensamentos Imaturos” de John Crist foi cancelada após acusações de assédio sexual. Os ingressos estavam disponíveis até a noite da última quarta-feira (6)

O comediante cristão John Crist, conhecido por vídeos virais e piadas cristãs, cancelou apresentações da turnê após relatos de assédio sexual. De acordo com testemunhas, ele perseguiu e manipulou mulheres, além de pressioná-las a ter relações sexuais.

Segundo investigações, Crist usou seu ‘status’ de celebridade para explorar ao menos cinco mulheres nos últimos sete anos. “As alegações incluem, entre outras, várias mulheres durante o mesmo período”, escreveu o repórter Taylor Berglund.

“Iniciando relações sexuais com mulheres casadas e mulheres em relacionamentos comprometidos, oferecendo ingressos para shows em troca de favores sexuais e repetidamente chamando essas mulheres tarde da noite enquanto bêbadas”, destacou o repórter.

De acordo com informações da imprensa, cerca de cinco mulheres compartilharam suas histórias. Assim, acreditavam que poderiam proteger outras pessoas do comportamento manipulador de comediante.

Crist transformou a frase cristã “verifique seu coração” em uma piada, entretanto agora enfrenta sérias acusações. Em entrevista, o comediante relatou que não é ‘culpado’ de tudo o que foi acusado, mas admitiu “lutas pelo pecado sexual e pelo vício”.

“Violei minhas próprias crenças, convicções e valores cristãos e magoei muitas pessoas no processo”, escreveu Crist em declaração concedida a uma revista norte-americana. Além disso, “sinto muito pela mágoa e dor que causei a essas mulheres e continuarei a buscar seu perdão. Também magoei o nome de Jesus e busquei Seu perdão”, finaliza.

PENSAMENTOS IMATUROS

“Pensamentos Imaturos” é a turnê mais atual do comediante. Na última quarta-feira (6) os ingressos estavam à venda no site do artista, entretanto, vários locais anunciaram que os shows foram cancelados alegando “problemas de saúde”.

Com 35 anos e mais de 1,2 milhão de seguidores no Instagram, o comediante tornou-se popular no YouTube satirizando a cultura cristã. Em seu primeiro viral brincou sobre a fórmula secreta da música cristã: “três acordes, rimas simples e letras vagas”.

“Boom”, diz Crist no vídeo “Hit Song” que foi visto mais de 2 milhões de vezes no YouTube. Crist seguiu o sucesso com mais vídeos virais, um tirando sarro de compradores exigentes da igreja e de “garotas cristãs no Instagram”.

Segundo o comediante, “não há nada engraçado para mim em Jesus na cruz ou na Virgem Maria, coisas que estão muito no centro do nosso sistema de crenças”, além disso, “se o seu pastor está vestido como se estivesse no ‘MTV Cribs’,(programa de celebridade), ‘Eu vou tirar sarro disso’. Eu trabalhei em uma igreja na semana passada que tinha vagas de ‘Pastors Only‘, que, na minha opinião, é 100% de tudo o que Jesus como pessoa era contra”, disse ao The Tennessean em 2019.

MILHÕES DE SEGUIDORES

Crist tem milhões de seguidores nas redes sociais e muitos shows esgotados com frequência. Ele criou um nicho como comediante cristão limpo “realmente engraçado”.

No início do ano lançou um videoclipe chamado “Check Your Heart“, que alcançou o topo da parada cristã do iTunes. Crist canta sobre assistir pornô, enviar textos sexualmente explícitos e percorrer o Instagram para olhar para as mulheres que são “armadilhas”.

Formado na Samford University, o comediante parecia pronto para dar o salto para o entretenimento convencional neste outono com um especial da Netflix chamado “Eu não estou orando por isso”, que será lançado no dia de “Ação de Graças”.

Além disso, seu primeiro livro Untag Me: A arte sutil de parecer melhor do que você realmente é, está previsto para publicação em março. Não está claro se as alegações de assédio sexual cancelarão o programa ou o livro.

CONFIRA A ‘CANÇÃO DE SUCESSO’

*Da redação, com informações de Christianity Today 


LEIA MAIS

Abuso Sexual – O papel da igreja na prevenção 
A cada 30 minutos, 30 mulheres são vítimas de violência 
A dor disfarçada de submissão