27.3 C
Vitória
quarta-feira, 14 abril 2021

Cristã jogadora de basquete perseguida por ser heterossexual

Ex-jogadora de basquete Candice Wiggins, que é cristã  diz que foi perseguida por ser heterossexual e foi forçada a se aposentar precocemente

A ex-jogadora de basquete Candice Wiggins, 34 anos, que se aposentou em 2016, afirmou que sofreu bullying na WNBA, principal liga feminina do basquete norte-americano, por ser heterossexual. Em entrevista ao jornal San Diego Union-Tribune, ela falou que, por conta disso, foi forçada a se aposentar precocemente.

Candice Wiggins testemunhou que sua fé em Jesus Cristo foi o fator diferencial para contornar a “raiva inimaginável” da militância LGBT contra ela: “Foi uma raiva dirigida a mim que nunca imaginei ser possível. Foi uma raiva inimaginável que eu despertei”, disse.

Filha de um famoso ex-jogador de beisebol – Alan Wiggins morreu aos 32 anos em 1991 de AIDS – Candice jogou por quatro times da WNBA e ganhou um campeonato com o Minnesota Lynx em 2011.

Foi eleita a sexta mulher do ano da liga em 2008, quando foi a terceira escolha geral do draft da Universidade de Stanford e até jogou em países como Grécia e Espanha. Em 2016, no entanto, aos 29 anos, Wiggins encerrou voluntariamente sua carreira na WNBA.

Posição de Heterossexual

Um ano depois, ela revelou em uma entrevista ao jornal The San Diego Union-Tribune que, junto com outras tensões, havia sido intimidada na WNBA por ser heterossexual e que a cultura na WNBA encorajava as mulheres a se parecerem e agirem como homens.

“Eu ser heterossexual e falar disso como uma mulher heterossexual foi enorme. Eu diria que 98% das mulheres na WNBA são homossexuais. Era um tipo de lugar conformista. Havia um conjunto totalmente diferente de regras que valia apenas para elas (as outros jogadoras)”, disse Candice à publicação.

Agora, em entrevista ao portal The Christian Post, falou sobre diversos temas e reiterou que, quando falou sobre sua identidade heterossexual e fé cristã na WNBA, não quis menosprezar ninguém, mas apenas falar sobre a verdade que molda sua vida.

Candice comentou que algumas pessoas pensaram que ela estava se posicionando contra a homossexualidade, mas ela estava apenas falando sobre sua experiência pessoal e queria ser honesta sobre sua jornada.

Na época em que ela deu a entrevista, Wiggins estava sendo homenageada pelo Salão da Fama Breitbard do Salão dos Campeões de San Diego como a primeira jogadora de basquete dentre as figuras de destaque.

“Fui a primeira jogadora de basquete a ser indicada, e isso me abalou porque percebi: ‘Meu Deus’. Esta é a primeira vez que fui primeira em algo. Algo que tinha um significado relevante. E então comecei a perceber quem eu era e aquele foi o primeiro dia que tive certeza de que havia um número de meninas e mulheres que estavam me seguindo, que estavam olhando para mim, especificamente, nenhuma outra pessoa, como um líder, como alguém que os guiava para onde eles queriam ir”, explicou ela.

Honestidade na jornada

Quando ela foi questionada sobre a cultura na WNBA, Wiggins disse que escolheu ser honesta sobre sua jornada.

“Se houvesse meninas e mulheres procurando ser como eu, eu queria que elas entendessem todos esses aspectos porque eu simplesmente senti que tinha que fazer isso. Sentia que estava mentindo se não o fizesse, porque eles precisavam entender e também esperava secretamente que isso [a cultura] mudasse”, disse ela.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se