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segunda-feira, 6 dezembro 2021

Janeiro Branco: cuidando da mente e da vida

Campanha Janeiro Branco existe no Brasil há oito anos e traz um convite ao cuidado com a saúde mental e emocional

Falar de psicanálise e psicoterapia no Brasil é pouco conhecida, apenas 2% da população em 2016, fazia algum tratamento de psicoterapia, segundo o Market Analysis. Porém, depressão e ansiedade têm sido cada vez mais abordadas no momento em que estamos vivendo hoje.

O psicólogo Leonardo Abrahão Pires Rezende, de Uberada (MG), preocupador em dar maior visibilidade ao tema, criou o “Janeiro Branco”, que é uma campanha voltada a um tema específico, que é saúde mental. Em janeiro deste ano, a iniciativa entra em sua 8ª edição.

No período de pandemia, a preocupação se tornou redobrada, de acordo com a organização do evento, tem como objetivo inspirar indivíduos e instituições sociais a participarem de um grande pacto universal em defesa da saúde mental da humanidade.

“A humanidade precisa de um pacto pela saúde mental em que todas as pessoas se comprometam com a ideia de que ‘todo cuidado conta!’ quando o objetivo é a criação de condições para vidas mais saudáveis e melhores para todo mundo”, endossa Abrahão.

Segundo o psicólogo, a baixa adesão da população brasileira a tratamentos que visam os cuidados com a saúde mental fazem parte de um amplo contexto que não tem a ver somente com os altos custos.

“Os serviços de saúde mental são caros ou a população brasileira é uma das mais desiguais e injustas do planeta?”, indaga Abrahão. Ele mesmo dá uma resposta.

“Enxergo três problemas que podem estar na origem da explicação para o baixo número de pessoas que buscam ajuda profissional em saúde mental no Brasil: a) a falta de uma cultura da Saúde Mental na nossa sociedade; b) a imensa desigualdade social que nos caracteriza, fato que torna impossível, a milhões de pessoas, a possibilidade de realizar investimentos em serviços de saúde mental; c) a falta de políticas públicas, sistemáticas e consistentes, em relação a melhorias na rede de atenção psicossocial, na RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) e nos CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) no nosso país”.

O “Janeiro Branco” terá o trabalho de voluntários, que irão promover uma série de ações, como lives, entrevistas, interações por videoconferências, palestras online e atividades presenciais seguindo rígidos protocolos em função da pandemia, visando abordar questões relativas à saúde mental, tirando dúvidas e divulgando informações.

Diferenças de tratamento

Há diferenças entre psicanálise e psicoterapia. A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) afirma que a psicoterapia, feita por meio do vínculo entre o paciente e o psicoterapeuta, é moldada em “valores e as habilidades de congruência, empatia e consideração positiva pelo cliente e suas lutas, pontos fortes e fraquezas.”

O psicoterapeuta, neste tratamento, “aproveita o poder de um relacionamento genuíno para facilitar a tendência natural do cliente em direção ao crescimento e desenvolvimento”.

Neste sentido, o vínculo pode estar direcionado à resolução de uma questão ou sofrimento pontual, cotidiano, de uma maneira em que haja a participação do terapeuta como uma referência no processo de superação do problema.

Já a psicanálise, moldada na teoria de Sigmund Freud (1856-1939), se aprofuda em questões do inconsciente, para que, com uma participação mais neutra do analista, o próprio paciente vá conhecendo, em um tratamento mais prolongado, os seus desejos e as suas próprias resistências em superar seus maiores traumas ou dificuldades emocionais.

*Com informações do R7

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