Jaime Kemp: “Família é graça de Deus”

Foto: Rafael Ventorim

Sem receio de parecer retrógrado, aos 86 anos, e mais de 50 ensinando sobre o modelo instituído por Deus para a família, pastor Jaime Kemp diz que não tem hora de parar: “Quero morrer pregando o evangelho e ajudando famílias”, diz

Por Priscilla Cerqueira 

Autor de mais de 50 livros, ele influenciou várias gerações de crentes com seus escritos sobre namoro, casamento e sexualidade, sob a ótica bíblica. O tempo passou, a sociedade mudou e ele continua, à sua maneira, dizendo as mesmas coisas: “Deus, em sua Palavra, já definiu eternamente o que é uma família”.

Doutor em ministério com famílias pela Universidade Biola, na Califórnia (EUA), o pastor americano Jaime Kemp virou referência no Brasil no assunto família. Há mais de 50 anos no país como missionário ele reitera tudo o que já ensinou, sem receio de parecer retrógrado.

Ainda mais num momento em que a família, que foi instituída por Deus, está sendo destruída. “Os pais precisam ser modelos para os filhos. A razão pela qual a família não vai bem é sinal de que nós pais não estamos cuidando como deve”, afirma.

Jaime liderando o ministério Lar Cristão, uma entidade sediada em São Paulo que realiza seminários, congressos, edita publicações e desenvolve uma série de outras atividades nesta área.

Quando veio ao Brasil em 1967, fundou o grupo musical Vencedores por Cristo, onde trabalhou com o discipulado de jovens. Mas foi na área familiar onde mais se dedicou ao perceber uma carência nesta área no país.

Nesta entrevista à Comunhão, ele fala sobre esses e diversos outros temas que, ontem como hoje, despertam polêmica. Kemop  também fala do seu envolvimento com o trabalho no Brasil, e diz que só vai parar quando Deus quiser: “Eu quero morrer pregando o evangelho”, concluiu. Confira!

Comunhão – Vivemos num tempo em que a “família tradicional” tem sido atacada, desconstruída e desvalorizada pela sociedade moderna. Acha que o modelo criado por Deus vai acabar?

Jaime Kemp – Não vai acabar porque tudo que é de Deus não acaba, mas pode ser ferida. E hoje em dia a mídia está bombardeando a família. Sites sociais estão ensinando nossas crianças e juventude conceitos anti bíblicos. Eu creio que a família não vai acabar, porém está sendo atacada por todos os lado. Pais e igreja precisam dar um carinho especial porque a família é um laboratório da vida. Estamos trabalhado nisso muito tempo justamente para corrigir a sociedade, pois a igreja é célula básica da sociedade então é muito importante a família é a unidade básica da igreja, então, se a família vai bem a igreja também vai bem. A razão pela qual a família não vai bem é sinal de que nós pais não estamos cuidando como deve.  Algumas igrejas tem visão e estão trabalhando para proteger a família. Nós precisamos fazer todo o possível para proteger a família.

Quais as maiores preocupações dos pais hoje com a relação à criação dos filhos?

As vezes eu penso que os pais não tem preocupação nenhuma, pois muitos deles estão trabalhando de tempo integral e com isso as crianças estão sendo criadas pelas babás, creches e escolas. Eles estão preocupados com a mídia e compram celular para criança. Penso que criança não deve ter celular com 10 anos de idade e se tem deve combinar com o filho o horário de usar o aparelho. Na verdade os pais estão preocupados mas não sabem o que fazer.

A Bíblia diz que é responsabilidade dos pais “educar os filhos”, mas hoje, muitos acabam delegando essa obrigação para a escola, a internet e o celular. Quais os resultados disso na formação do caráter dos filhos? E no sentido espiritual quais são os prejuízos?

A escola está orientando as crianças, os pais não tem tempo. O problema é que a escola não sabe a vontade de Deus para os filhos e coisas importantes que devem ser ensinados pelos pais. Não sabem também da importância da palavra de Deus. A escola não fala sobre oração, obediência aos pais e acaba colocando um monte de coisas na cabeça da criança. A igreja pode ajudar muito, mas os pais são os sacerdotes espirituais dos filhos. Eles que estão no palco da vida e os filhos estão na plateia assistindo o show. A escola é apenas para dar informação sobre a vida porém criar os filhos não. O resultado disso é que nós temos uma geração com problemas seríssimos dentro e fora do lar como violência, filhos que não sabem casar bem porque os pais estão divorciados duas ou três vezes. São filhos sem modelos. Infelizmente a escola não é modelo e as vezes o problema da instituição é que os pais estão mandando os filhos para escolas e os mesmos estão indisciplinados e os professores não pode discipliná-los. Os alunos estão aprendendo muita coisa errada. Por exemplo, nós não encontramos um filho de um judeu com problema de droga. Isso porque os pais estão ensinando o velho testamento mesmo sem conhecer Cristo, pois não aceitam o novo testamento, para os filhos. Eles estão com princípios de deuteronômio, o que está sendo positivo para as famílias judaicas. E nós somos o Israel de Deus, então precisamos cuidar disso. 

Qual o conselho bíblico o senhor daria para os pais?

Foto: Rafael Ventorim

Em primeiro lugar desenvolver relação com os filhos. O pai não pode trabalhar 12 horas por dia sem ter tempo para os filhos. Isso faz com que o filho desrespeite o pai. Mesmo debaixo do mesmo teto não tem relação com o filho.

O momento de orar, fazer a leitura bíblica, o devocional e cantar louvores não existe. Então nós temos prejuízo para todo o lado. Os pais também tem a responsabilidade de serem modelos, além de discipular os filhos.

Isso significa em marcar encontro com o filho, sair para comer uma pizza, leia um trecho da palavra de Deus, conversar com ele sobre um trecho da Bíblia. Isso não é feito. As vezes o pai some, não é ativo e não é presente na vida do filho.

A Palavra de Deus exorta que as famílias precisam ter os valores restaurados, e isso se começa pelo respeito ao pai e à mãe. Mas hoje vemos filhos contra pais e pais contra os filhos. O que se perdeu ao longo dos tempos? Há como reverter essa situação para que se haja um relacionamento sadio, firme em Deus e feliz?

Deus quer que o filho oferece, honra, ame e respeite seu pai. Isso que se perdeu ao longo do tempo. Mas veja, os pais tem mal exemplo, então é difícil o filho respeitar um pai que chega bêbado por exemplo. Deus fala para os pais: “Ensine o filho como deve andar” e vai caminhando nos princípios de Deus. Agora, hoje vemos muitos pais gananciosos, que querem ganhar dinheiro a todo custo e arruma várias despesas, que acaba até gerando problemas dentro do lar. Mas os pais precisam reconhecer a responsabilidade de criar e instruir o filho, sendo um canal de bênção de Deus através deles para os filhos. A relação de pai e filho me faz lembrar a história do filho pródigo, quando o filho mais novo diz: ‘pai, dá-me a herança’. Não era costume do segundo filho pedir herança. Mas ele foi embora e gastou o dinheiro com farra, bebidas, mulheres e tudo o que tinha a frente. Mas a fome chegou e ele gastou tudo. Nesse momento ele estava fora de si. Mas a Bíblia diz que ele caiu em si e se arrependeu. Muitas vezes nossos filhos que são desobedientes e se envolvem com coisas erradas, as vezes estão temporariamente fora de si e não aprenderam isso em casa e os pais estavam desligados. Uma lição é que as vezes o filho precisa cair em si e ver que tem bênçãos na casa, então ele volta para o pai. O pai correu em direção ao filho e mandou matar um bezerro em comemoração a volta do filho. Isso é graça de Deus.

Nesses anos todos ministrando sobre família, quais as maiores dificuldades enfrentadas pelas famílias cristãs hoje? E como reverter essas dificuldades em bênçãos de acordo com a Bíblia?

Nossas agendas familiares hoje são lotadas demais. Eu sei que a mulher as vezes precisa trabalhar porque o salário do marido não dá para cobrir todas as despesas. Mas independente disso elas precisam dar toda a atenção aos filhos, valor e disciplina da Palavra de Deus. Se o pai não lê, não estuda e não medita na Bíblia o filho também não vai. Os pais precisam ser modelos para os filhos. Para reverter isso é preciso arrepender da agenda que está vivendo porque não tem tempo para nada e com isso os filhos estão ficando amargurados.

As igrejas tem um papel fundamental na formação das famílias. Acha que elas precisam ensinar mais sobre relacionamentos afetivos e conjugais?

Com certeza. Os pais precisam sentar e ouvir o filho: ter tempo para conversar com ele. Deve trata-lo como uma pessoa super muito importante e especial. Eu falava todos os dias para meus filhos: você é muito especial. A avaliação do pai é muito impactante. Por isso é preciso falar e ter diálogo.

Sobre a “ideologia de gênero”, que está implantado nas escolas, famílias e até dentro das igrejas hoje, tem o objetivo de descontruir o conceito cristão? O que pensa sobre isso?

O diabo está no meio disso. Ele é o autor dessa confusão toda. Quando estou entre jovens e adolescentes eu pergunto: meninos, você tem pênis, é homem; meninas: você tem vagina, é mulher. A esposa, a mãe tem muita influência sobre a vida da sua filha e o pai sobre a vida do seu filho. As diferenças entre homem e mulher devem ser trabalhados pelos pais. Na minha opinião é mais uma coisa usada pelo diabo para trabalhar a unidade da família.

E as igrejas tem oferecido respostas adequadas às novas realidades sociais e comportamentais? E os pastores, estão preparados para isso?

Foto: Rafael Ventorim

Hoje algumas igrejas no Brasil tem, umas até tem pastores de tempo integral para trabalhar com adolescentes. Outras tem até ministério voltado para divorciados, casais, etc. Penso que temos de ter ministério para todas as pessoas dentro da igreja, como por exemplo manter encontros só para casais, mulheres, homens, jovens, etc.

O que acontece é que alguns pastores estão encrencados com a sua esposa, não prega sobre família e nem tem como dar o exemplo, pois não tem modelo. E ele perde autoridade. Outra questão é que precisamos estar preparados para sermos acusados de discriminadores, radicais, preconceituosos, atrasados e intolerantes, e até para enfrentar perseguições pela nossa fidelidade no ensino da Palavra. Acho que muitos pastores têm medo de abordar determinadas questões claramente por medo de serem perseguidos. Por exemplo, nesse tempo todo que estou no Brasil nunca assisti a uma palestra de um pastor brasileiro sobre a questão do aborto. Estamos presenciando a morte de milhões de crianças nos ventres das mulheres brasileiras anualmente e pelo tamanho do problema, acredito que o pastor deveria estar orientando o seu povo.

Agora com relação à homossexualidade, como as igrejas devem tratar os gays?

Com amor. Devemos ensinar que Deus ama as pessoas homossexuais. Ou seja, nós aceitamos e amamos a todos porque Cristo morreu na cruz por todos. Mas não concordamos com o comportamento homossexual. Devemos ensinar que a Bíblia abomina o homossexualismo. Deus até destruiu duas cidades por conta do homossexualismo. Mas também não podemos dar a ideia de que odiamos, pois a igreja não pode odiar. Temos de procurar a ganha-los para Jesus. Mas se entra na igreja, se converte e continua com o mesmo comportamento, não pode ter nenhuma liderança como modelos. Penso que muitos pastores hoje estão lidando com famílias e não tem curso para tal. Ele tem vários cursos que não valem nada. Muitos entram no ministério, mas não tem capacidade de lidar com as atualidades e dificuldades e nem sabem o que dizer. Segundo o planejamento de Deus e por milhares de anos, a família tem sido constituída por marido e pai, esposa e mãe e filhos. De repente, nos últimos 30 e 40 anos, o homem, em sua imaginária autossuficiência, quer forçar à sociedade uma nova opção. Deus, em sua Palavra, já definiu eternamente o que é uma família.

O número de divórcios no Brasil cresceu cerca de 20% nos últimos 10 anos segundo o IBGE. O que sustenta um casamento? E qual o conselho daria para casais que pensam em separação?

E muitos nem se casam, estão apenas vivendo juntos. A primeira coisa que sustenta um casamento é o compromisso até que a morte os separe. Sobre isso existem sete implicações práticas. Nós somos pecadores e por isso não vivemos bem juntos, mas precisamos entender o compromisso, trabalhar na comunicação porque os conflitos vem; precisamos trabalhar na área de vido sexual pois muitas vezes o casal não tem a mínima ideia do que é isso e acaba aprendendo com a pornografia; também temos de aprender a lidar com as finanças e lidar com os filhos. É uma porção de coisas que eles precisam entender e a igreja precisa ser responsável em ensinar o nosso povo sobre essas coisas. O primeiro conselho que dou aos pais que pretendem em separar é pensar primeiro nos filhos: o que vai acontecer com eles. Pode até ser que o homem que deixa a esposa pode estar temporariamente fora de si. Isso vem do humanismo que diz tirar Deus do trono e que a palavra de Deus não significa mais nada e autoridade de Deus não vale nada. Isso significa que não estamos reconhecendo a lei e os conceitos de Deus. As vezes o pai vai para a igreja e não lê a Bíblia. Eu sou filho de um divórcio e o impacto disso para mim foi terrível. Venho restaurando minha vida nos anos que perdi com pais divorciados. Cada família é uma célula básica. E vamos dizer que o Brasil é um corpo e que 40% de células já morreram e esse corpo fica fraco. A sociedade brasileira perdeu as células básicas. As vezes os pais querem separar porque não aguentam determinada situação e só pensam em si. Mas isso só acontece porque não sabem lidar com a situação, perderam a intimidade e a comunicação como casal.

A dissolução do casamento é vista com naturalidade, inclusive entre os evangélicos. Há situações em que a Igreja deveria considerar o divórcio inaceitável? E quanto ao divórcio entre a liderança, qual deveria ser a posição das igrejas?

A Igreja Batista do Morumbi que eu fazia parte realizou um retiro nas montanhas para estudar o nosso posicionamento, pois quando fazemos um curso de 12 semanas para como entrar e sair na igreja, um dos princípios é saber o que pensamos sobre o divórcio no casamento. Então todas as pessoas que entram na igreja já sabe do nosso posicionamento. Costumo dizer em meus seminários que hoje em dia é mais fácil finalizar um processo de divórcio do que desligar a água ou a luz de sua casa junto à empresa responsável. Esta é uma das razões porque o número de divórcios aumenta nas igrejas a cada dia. Um dos motivos desse fenômeno é que está desaparecendo o estigma que existia a respeito. O rebanho não conhece o ensino da Palavra de Deus sobre o divórcio e o novo casamento. Baseado em fundamentos bíblicos, há duas concessões bíblicas para o divórcio. A primeira diz respeito a infidelidade da pessoa. Em Mateus 19:9 diz que por causa da questão do adultério ou vida sexual com outra pessoa Jesus deu uma concessão para divorciar a pessoa. A segunda diz respeito ao abandono, por parte do incrédulo, de acordo com Coríntios 7: 12 a 15. Nesses casos, a parte inocente, digamos assim, teria a possibilidade de um novo casamento, o que chamamos de segundo casamento. Agora, o cônjuge que traiu ou abandonou, se casar de novo, estará cometendo adultério, como disse Jesus. A pesquisa consta que o segundo casamento dá menos certo que o primeiro. Existem várias histórias de casais que reclamam com os pastores de seus cônjuges, mas não aproveitam a multidão de conselheiros que a Bíblia orienta para dar certo.

Como analisa a nova geração jovem do Brasil? É uma geração que tem se aprofundado ou se distanciado do evangelho?

Acredito que a nova geração de jovens do Brasil tem se distanciado do evangelho. Quando iniciamos o Vencedores por Cristo eram jovens preparados para sofrer. Ficávamos na pobreza e agora tem que ser no ar condicionado.

O conjunto musical cobra 20 mil reais para uma apresentação por fim de semana. Você precisa de ônibus especial, as vezes avião. Então a nossa geração de jovens não tem o mesmo espírito de sacrifício. Por outro lado, na época dos vencedores era mais difícil entrar na faculdade, hoje está mais fácil, mas está se tornando muito secular.

A primeira coisa que temos de fazer é saber o que Deus quer que você faça, pois Ele pode querer que você seja um missionário. Temos de entender que Deus nos coloca numa situação onde ganhamos dinheiro, mas não para esbanjarmos, e sim para usarmos para o reino de Deus para sermos missionários no local. Infelizmente essa visão não existe hoje.

O senhor virou referência no Brasil em ministrar o tema “família”, fundou o Lar cristão e ainda publicou vários livros com essa temática. O que o fez escolher esse tema para desenvolver seu ministério no país e não os EUA, onde estudou e se especializou no assunto. Foi um chamado divino?

O Vencedores por Cristo teve 74 equipes durante 50 anos. Viajamos por 10 anos com o grupo. Estudei música na universidade então no início eu preparei e depois eu treinei brasileiros para trabalhar com as equipes. Mas após andar por vários cantos do Brasil comecei a entender a necessidade de trabalhar com família, pois entendi que a maior luta era da família. Por isso passei a responsabilidade do Vencedores por Cristo por lideranças brasileiras. Aí começamos a desenvolver material e seminário e pela graça de Deus Ele tem nos abençoado porque somos pequenos demais e Deus é grande.

Quando veio para o Brasil há mais de 50 anos, época em que o país e a Igreja evangélica eram muito diferentes do que são os dias de hoje, encontrou muitas dificuldades de adaptação? Quais e o que mudou hoje?

Minha esposa Judith sempre fala que eu sou como brasileiro, é ativo, aberto e conta piada. Foi fácil para nós nos adaptarmos aos costumes do Brasil e da Igreja brasileira. O brasileiro é aberto e isso é uma das razões para o tamanho crescimento da igreja evangélica no país ao longo do tempo. Quando chegamos no Brasil tinha 4 milhões de evangélicos e hoje tem 52 milhões. Uma das razões é o louvor que é tremendo, oração, jovens orando em grupos pequenos, nós vimos isso acontecer e o jeito do brasileiro, que gosta de abraçar. A Igreja portuguesa precisa aprender isso. Porém, com o crescimento veio dores, temos os neopentecostais, mesmo assim Deus tem abençoado a igreja brasileira. O povo brasileiro sempre foi e continua sendo simpático e acolhedor. E tem sido um enorme prazer servirmos ao Senhor neste país! Na época, os jovens foram nossos “professores”, pois nos ajudaram a adaptar o que tínhamos a transmitir de uma forma que não ferisse os costumes do povo brasileiro.

Mesmo com o ministério no Brasil, o senhor viaja o mundo ministrando sobre “família”. Acha que é hora de parar ou ainda tem muito ainda a contribuir como servo de Deus em ajudar e restaurar famílias, sobretudo no Brasil que é onde mora atualmente?

Há 300 milhões de brasileiros no mundo, 210 moram no Brasil, 11 milhões moram em Portugal, 3 milhões nos EUA, 500 mil no Canadá, 40 mil entre Moçambique e Angola. Nós ministramos para esses povos. Eu tenho pouco porque já tenho quase 80 anos de idade. A minha igreja na Califórnia me pergunta se não está a hora de parar mas penso que não. Aposentadoria para o crente é o céu. Eu quero morrer pregando o evangelho. Se o Senhor quiser me levar enquanto eu ficar no púlpito eu ficarei muito contente. Mas é claro que eu fui operado agora e o médico me disse que eu tinha que parar, mas eu disse que não iria porque minhas agendas estão cheias. Mas penso que Deus vai me dar até 85 anos de idade. Ainda tenho seminários para ministrar e pessoas para evangelizar e discipular por aqui para a glória de Deus.


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