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Israel e Hamas negociam plano de paz de Trump no Egito

Oficiais de Israel e do Hamas iniciam negociações no Egito para discutir plano de paz de Trump com foco em cessar-fogo, troca de reféns e reconstrução.

• Atualizado em 06/10/2025
3 min de leitura

Oficiais israelenses e do grupo terrorista Hamas irão iniciar conversas indiretas em um resort no Egito nesta segunda-feira, 6, para negociar a primeira fase do plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o fim da guerra na Faixa de Gaza.

Existem muitos detalhes incertos sobre a diretrizes apresentadas por Trump, incluindo o desarmamento do grupo terrorista – uma demanda chave israelense – e a futura governança de Gaza. O presidente americano está buscando um acordo sobre Gaza e espera iniciar um processo de paz no Oriente Médio que poderia remodelar a região.

As negociações indiretas ocorrerão no resort do Mar Vermelho de Sharm el-Sheikh, onde a delegação israelense, liderada pelo principal negociador Ron Dermer, está prevista para chegar nesta segunda-feira, segundo o gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. A delegação do Hamas, liderada por Khalil al-Hayyah, chegou no domingo ao Egito.

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As negociações se concentrarão na primeira fase do plano, que inclui a retirada parcial das forças israelenses, bem como a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas em Gaza em troca de prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses.

O enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente Trump, Jared Kushner, também devem participar das negociações, segundo o veículo estatal egípcio al-Ahram.

Na sexta-feira, 3, o grupo terrorista Hamas aceitou parcialmente o plano de Trump, que é apoiado por toda a comunidade internacional. Segundo o plano, o Hamas liberaria os últimos 48 reféns – cerca de 20 são considerados vivos – em três dias. O grupo também renunciaria ao poder e se desarmaria.

De acordo com o Canal 12 de Israel, o Hamas deve exigir a libertação de prisioneiros notórios que estão em prisões israelenses, que estão cumprindo penas pelo planejamento de diversos atentados terroristas que mataram israelenses.

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Espera-se que as negociações no Egito avancem rapidamente, embora alguns oficiais do Hamas tenham alertado que mais tempo pode ser necessário para localizar corpos de reféns enterrados sob os escombros.

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“Um cessar-fogo, a devolução de reféns e detidos, a reconstrução de Gaza, e o início de um processo político pacífico que leva ao estabelecimento e reconhecimento de um estado Palestino significam que estamos no caminho certo em direção à paz duradoura e estabilidade sólida”, ele disse.

Ele enfatizou a importância de preservar o “sistema de paz” elaborado pelos EUA no Oriente Médio desde a década de 1970, o qual ele disse que “serviu como uma estrutura estratégica para a estabilidade regional”.

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Israel reduz bombardeios

O intenso bombardeio de Gaza por Israel precisaria cessar para que os reféns israelenses possam ser liberados. Tel-Aviv diz que está em grande parte atendendo as exigências de Trump para o fim dos bombardeios.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) apontaram que estão realizando principalmente ataques defensivos para proteger suas tropas, embora dezenas de palestinos tenham sido mortos desde sábado, 4, segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas e não diferencia civis de combatentes.

O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira que eliminou “uma célula terrorista armada com dispositivos explosivos e morteiros” que, no domingo, pretendia atacar soldados israelenses. Também destruiu outra “célula terrorista” que lançou um morteiro, lesionando um soldado, assim como uma estrutura de onde um míssil antitanque foi lançado contra maquinário de engenharia do Exército israelense.

Desde o começo da guerra, mais de 67 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza, segundo autoridades de saúde do território. O conflito começou no dia 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram o sul de Israel e mataram 1,2 mil pessoas.

250 pessoas foram sequestradas e mais de 100 foram libertadas em acordos de cessar-fogo. 8 reféns foram libertados em operações de resgate e dezenas morreram em cativeiro. Com informações da Associated Press.

(Com informações da Agência Estadão, Por Redação O Estado de S. Paulo)

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