O islamismo é a religião que mais cresce, mundialmente, e já representa 25,6% da população global, impulsionado pelos jovens e pelas altas taxas de fertilidade
Por Patricia Scott
O islamismo continua sendo a religião de crescimento mais acelerado no mundo e ampliou sua participação na população global, segundo um relatório, divulgado na última segunda-feira (9), pelo Pew Research Center. De acordo com o levantamento, a população muçulmana mundial cresceu 1,8% na última década, passando de 23,8% para 25,6%. A pesquisa se baseia em mais de 2.700 censos e pesquisas internacionais para traçar o panorama das mudanças na demografia religiosa nas últimas décadas.
“É impressionante que tenha havido uma mudança tão drástica em um período de 10 anos”, afirmou Conrad Hackett, principal autor do estudo. “Durante esse espaço de tempo, as populações muçulmana e cristã se aproximaram em tamanho. Os muçulmanos cresceram mais rápido do que qualquer outra religião importante.”
O crescimento é atribuído, em grande parte, a uma combinação de fatores demográficos: a população muçulmana tem idade média de cerca de 24 anos — significativamente mais jovem do que a média global de 33 anos entre não muçulmanos — e apresenta taxas de fertilidade mais altas, além de menores índices de desfiliação religiosa em comparação com outras fés, incluindo o cristianismo.
Com base nos atuais padrões de fertilidade, idade e conversões religiosas, Hackett projeta que a aproximação entre as duas maiores religiões do mundo deve continuar. “O próximo passo do nosso trabalho neste projeto será fazer novas projeções populacionais para estimar quando exatamente essa convergência poderá ocorrer”, adiantou o pesquisador.
Cristianismo
Embora o número total de cristãos no mundo tenha continuado a crescer e já some 2,3 bilhões de pessoas, a representatividade da religião no cenário global vem diminuindo. De acordo com o relatório, a participação dos cristãos na população mundial caiu de 30,6% para 28,8% na última década — uma queda de 1,8%.
Segundo o estudo, a principal explicação para essa redução está na desfiliação religiosa, especialmente entre os mais jovens. “Entre os jovens adultos, para cada pessoa no mundo que se torna cristã, há três pessoas que foram criadas como cristãs e que abandonam a fé”, destacou Conrad Hackett, principal autor do relatório.
Atualmente, a África Subsaariana abriga a maior concentração de cristãos no mundo, com cerca de 31% do total global, ultrapassando a Europa, que historicamente liderava essa estatística. Em diversas nações historicamente cristãs, há retração, como por exemplo: Reino Unido (49%), Austrália (47%), França (46%) e Uruguai (44%). Todos esses países deixaram de ter maioria cristã.
“Esse movimento é resultado direto da alta taxa de natalidade, da juventude e do crescimento populacional acelerado da África Subsaariana”, explica Hackett. “Enquanto isso, a Europa enfrenta envelhecimento, baixa fertilidade e taxas crescentes de desfiliação.”
O estudo revela uma transformação silenciosa, mas significativa, no equilíbrio religioso global. Além disso, aponta que as tendências atuais devem se intensificar nos próximos anos. Por isso, a necessidade urgente de repensar estratégias de discipulado, evangelização e engajamento. Com informações The Washington Post
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