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segunda-feira, 27 junho 2022

Irã: pastor Yousef Nadarkhani é preso pela quarta vez

Foto: Article 18

O líder religioso é acusado de “agir contra a segurança nacional ao plantar igrejas domésticas e promover o cristianismo sionista”

Por Patricia Scott 

O pastor Yousef Nadarkhani foi preso pela quarta vez no Irã.  Ele está na prisão de Evin, na capital Teerã, após desfrutar de um curto período de liberdade em casa. As informações são de Portas Abertas. O Irã surge na 9ª posição na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2022.

No dia 15 de abril, o líder religioso teve a oportunidade de sair da prisão. Ele pagou a fiança de 300 milhões de tomans, aproximadamente US$ 11.500, mas a licença foi adiada em sete dias. O pastor retornou para casa e durante duas semanas esteve em Rasht com sua esposa, Tina, e os filhos, Danial e Youeil. 

No entanto, logo foi detido apesar dos pedidos das entidades que defendem a liberdade religiosa. “Os filhos do pastor Nadarkhani não têm acesso à escola enquanto o pai está preso. Um deles foi agredido por um agente que prendeu o pai, há quatro anos”, afirma Portas Abertas.

De acordo com a agência missionária, a prisão é arbitrária, porque não tem base legal, limita os direitos civis, não permitiu um julgamento justo e é baseada em discriminação por crença. A Comissão Internacional pela Liberdade Religiosa dos Estados (USCIRF) considera que as alegações contra o pastor são falsas e que ele foi agredido fisicamente.

A USCIRF recomenda que o Irã continue na lista de “Países de Particular Preocupação” por “sistemáticas, ativas e graves violações à liberdade de religião”. A Comissão apoiou a breve licença do pastor Yousef. No entanto, insiste na completa e permanente liberdade.

“A licença do pastor Nadarkhani, que esteve preso e doente, é um gesto amistoso bem-vindo e aguardado há muitos anos. Contudo, pedimos ao Irã que liberte definitivamente o pastor Yousef e todos os outros que foram presos por causa da fé”, ressaltou Nadine Maenza, membro da USCIRF.

O pastor Yousef Nadarkhani já havia sido sentenciado à morte por apostasia. Desde julho de 2018, cumpre pena de 10 anos de reclusão. A penalidade foi reduzida para seis anos. A acusação contra o líder religioso é de “agir contra a segurança nacional ao plantar igrejas domésticas e promover o cristianismo sionista”.

Em fevereiro, o pastor e outros quatro cristãos presos foram contaminados na prisão em um surto de Covid-19. Na época, Yousef afirmou que aceitaria a licença temporária da prisão somente se os cristãos presos com ele saíssem também. O pedido foi negado.

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