Índios! Sua terra sararei no Vale do Amazonas

Foto: Vale do Amazonas

Apesar de 32% da população indígena brasileira se declarar evangélica, 6 mil comunidades reibeirinhas no Amazonas ainda não ouviram falar do amor de Deus.

Muito além do 19 de abril, instituído o Dia do Índio no Brasil em 1943, estão em todos os dias na vida dos índios a afirmação da sua identidade, a defesa das suas tradições e cultura, assim como a luta pelo direito à terra e por ocupação de espaços na sociedade. Segundo o IBGE, são 900 mil índios no Brasil.

Mas tem um dado que chama atenção é que 32% dessa população se declara evangélica, segundo pesquisa do Datafolha. No entanto, 6 mil comunidades ribeirinhas no Amazonas, onde se concentra a maior parte dos índios no país, ainda não ouviram falar do amor de Deus.

Em parceria com várias igrejas evangélicas do país e sem ajuda governamental, a missão Vale da Amazônia, com sede em Iranduba (AM), a 30 km de Manaus, tem feito a diferença na região para evangelização da população indígena. Todo ano é realizado uma expedição missionária às Tribos Tucunas, a maior da região.

É um retiro espiritual onde os índios participam de ministração da palavra, louvores, escola bíblica, cursos de culinária e tem até brincadeiras para as crianças. Elas também recebem ensino específico para aprender a ler e a escrever. A cada expedição mais índios são convertidos e batizados. Muitos deles ainda são bem jovens. Eles representam sete aldeias da região.

“É maravilhoso ver os índios chegando. Eles navegam 72 horas de canoa, no sol, na chuva, na noite, no calor, no frio, com fome e privações, somente para chegar na base missionária para ouvir a palavra de Deus. E testemunhamos Deus recompensar cada um pelo esforço para estar naquele lugar. Vemos o Espírito Santo convencendo cada coração e quebrando as barreiras. Sabemos que tem muito a ser feito, existem milhares de jovens sedentos pela palavra de Deus e querendo mais de Jesus”, contou a pastora Neide Silva, que coordena a missão com o esposo.

Segundo a pastora Neide, para chegar até o local da aldeia, o grupo de missionários voluntários enfrenta várias dificuldades. São pelo menos 30 dias viajando no barco para chegar até as tribos. “Mas todo o esforço vale a pena!”, diz, reforçando que o principal objetivo é salvar vidas para Jesus.

“Vivemos um tempo agradável na presença de Deus. Um tempo de cura, de feridas saradas, libertação e quebrantamento. É muito gratificante ver o Espírito Santo agindo naquele lugar e vendo que o Senhor está fazendo um avivamento”, completou.

Foto: Vale Amazonas
Fazendo a diferença

O missionário Edson Barni já esteve em 12 países para trabalhar com missões. Mas estar entre os índios foi diferente e especial.  Em janeiro ele acompanhou a expedição Vale do Amazonas até a Tribo Tucunas com outros voluntários da missão e ficou impactado. “Foi uma experiência fantástica”, declarou ao contar sobre a experiência que viveu no local em contato com a população indígena.

“Você fica isolado. Não quero mais deixar de ir. O que acontece lá não vem nas nossas igrejas. É o evangelho genuíno. Eles querem a porta da salvação, do batismo, do primeiro amor. A valorização da família é predominante. Foi uma experiência única porque você sente que é totalmente dependente do Pai celestial. Nossa tarefa é pregar o evangelho, mas sã os índios nos ensinam muito. E o evangelho é muito simples”, relatou.

A tribo Ticunas, onde ele participou da missão junto com outros missionários é uma região chamada de zona vermelha. O local tem 5 doenças muito comuns coo dengue, febre amarela, tifóide e malária. Mas ele considera que isso não importa. é preciso levar a mensagem de salvação.

Foto: Vale Amazonas

“Hoje, 6 mil comunidades ribeirinhas no amazonas que ainda não ouviram falar de Deus. Isso mostra que precisamos fazer mais pela evangelização”, disse.

Apesar disso, através do trabalho realizado pelos missionários, dois mil índios já foram alcançados pelo Evangelho de Cristo.

“Nós temos visto um avivamento na selva amazônica, gente pedindo por Jesus. Nós levamos o Jesus que faz milagres e pessoas são curadas e libertas. Isso é gratificante, nos enche de alegria. Mas o trabalho é árduo e precisamos de mais obreiros para caminharmos juntos e levarmos mais índios para Jesus”, explicou.

O índio convertido

Vale da Amazônia

A missão Vale da Amazônia nasceu há 8 anos, com o propósito de levar o evangelho de Jesus Cristo e a assistência social aos ribeirinhos e tribos indígenas da Amazônia. Nossa atuação se dá sem ajuda governamental, e em parceria com diversas Igrejas e Missões do Brasil e do mundo.

Já há três anos, a Vale da Amazônia iniciou um trabalho evangelístico & social na comunidade indígena “Nova Nínive”. Esta, juntamente com diversas outras, formam a “Nação Ticuna”, um dos maiores complexos de índios do Brasil, com dialeto próprio.

No inicio de cada ano, a Vale e todas as igrejas parceiras, realizam um Retiro Espiritual, convidando diversas aldeias à estar conosco. Este ano, participaram em média 400 índios, para a glória do Senhor! Mas ainda há um longo caminho a ser trilhado.

A prioridade da instituição é a finalização da Igreja Evangélica das Tribos Ticuna (Atualmente, sendo construída na aldeia Nova Nínive), e a construção da casa missionária, para as futuras expedições.

Hoje, 22 missionários atuam na missão. “Nós trabalhamos com povos não alcançados, plantamos igreja e capacitamos obreiros, na Amazonas. Trabalhamos nas Farcs zona de guerriilha e sofremos perseguição”, explicou pastora Neide.

Saiba mais sobre o projeto Vale da Amazônia

Documentário da Expedição


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