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sexta-feira, 19 abril 2024

Independência ou morte HOJE

Independência ou morte HOJE
 
Por William Douglas
 
As mulheres dançaram e riram juntas apesar de estarem fazendo campanhas de candidatos diferentes. As profundas divergências de seus candidatos foram menores que a certeza de que somos todos brasileiros.
 
Em rápidas palavras, isso é o que nos falta nesse 7 de setembro. 
 
O Brasil precisa que o nosso amor ao país, o respeito à Constituição e o apego à democracia sejam feitos com INDEPENDÊNCIA. 
 
As regras não podem mudar dependendo de quem elas estiverem amparando em determinado momento.  Direitos não podem depender de quem fala ou age, devem valer para todos. Sem esse tratamento isonômico viveremos a MORTE da pátria, da democracia e da unidade nacional.
 
Não é mais possível conviver com ações (soluções, reações) que, para serem consideradas boas, é preciso saber de quem são, se de pessoas de direita ou de esquerda, se do meu ou do seu grupo. Qualquer pessoa, ideia ou ação deveria ser analisada por ela mesma.
 
A minha percepção do momento atual é a de que a VIDA da Constituição está em risco. Ela deve ser a bússola e a pauta comum, acima das diferenças. Ela morrerá se não houver um pacto coletivo de todos, ela morrerá se não seguirmos a cartilha sempre, sem depender de concordarmos ou não com o que está escrito.
 
Todos precisam respeitar a Constituição mesmo quando ela não atende ao seu grupo: não podemos querer sua vigência apenas nos princípios e artigos que nos interessam; não podemos recusar vigência aos princípios e artigos que nos desagradam.
 
Se cada grupo só cumprir o que lhe interessa, se cada grupo recusar respeito ao que protege “os outros”, não temos uma Constituição, não temos um ponto de partida comum a todos. Teremos o caos e a desagregação.
 
A Constituição tem partes boas para uns, ruins para outros. Ocorre que na parte em que é ruim “para nós”, ela ainda é a Constituição.
 
Se é boa, que bom! Se é ruim, que se busque a modificação na forma prevista na própria Constituição! Até que isso eventualmente ocorra, deve ser obedecida.
 
Sem esse sentimento de unidade, sem a fraternidade e a solução pacífica das controvérsias  que seu preâmbulo prega, sem o império da lei, sem garantias que independam das circunstâncias, não há pátria possível.
 
Eis a escolha: respeito independentemente dos nossos interesses pessoais ou de grupo, ou morte. 
 
Respeitar a parte que nos desagrada e beneficia o outro é a garantia de que o outro respeitará a parte que nos interessa. Só assim podemos manter tudo que já construímos e a esperança daquilo que ainda podemos construir.
 
O lema “Independência ou morte!” nunca foi tão atual.
 
William Douglas é desembargador Federal, é cristão evangélico, escritor, palestrante e professor.

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