Subiu para 13 número de mortos no incêndio em Hospital no Rio

Foto: Fernando Frazão/Agência

Havia mais de 100 pacientes na hora do incêndio no hospital. A suspeita é que o fogo teria começado com um curto-circuito no gerador de energia do hospital

Chegou a 13 o número de mortos após o incêndio no Hospital Badim, no Rio. Áurea Martins de Oliveira estava internada no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, e faleceu na madrugada desta terça-feira (17).

O incêndio aconteceu na última quinta (12). No momento do acidente, havia mais de 100 pacientes no local. E 90 deles tiveram que ser transferidos para outros hospitais. Durante a retirada, vários pacientes chegaram a ser acomodados na própria rua.

Quatro bombeiros também passaram mal durante a operação de combate ao incêndio e resgate de vítimas. E foram encaminhados para o hospital dos bombeiros.

Por causa do incêndio, a rua em frente ao hospital foi interditada para a retirada dos pacientes. E só foi liberada ao tráfego na manhã de sexta (13).

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mulher pulou da janela

A acompanhante de uma paciente do Hospital caiu da janela enquanto tentava pedir ajuda. Gigiane dos Santos estava no terceiro andar do prédio. Funcionários e pacientes chegaram a fazer uma corda improvisada com lençóis para a retirada das pessoas.

Gigiane tentou pular para avisar da situação, mas quebrou os dois tornozelos. Ela foi encaminhada para um Hospital próximo para fazer uma cirurgia de emergência. Segundo o marido, Leonardo dos Santos, a esposa foi até a janela para pedir ajuda e avisar que havia pessoas presas no terceiro andar.

Investigações

Peritos da Polícia Civil do Rio estão tentando encontrar o foco primário do incêndio. De acordo com o delegado Roberto Ramos, que investiga o caso, ainda não é possível dizer onde começou o fogo.

A hipótese inicial é de que tenha começado com um curto-circuito no gerador de energia do hospital. Para Ramos, ainda não se pode afirmar isso. “Sabemos que o fogo chegou ao gerador, mas estamos vendo o foco primário, para saber se foi no gerador ou não”, disse.

Segundo ele, o trabalho dos peritos está sendo dificultado por questões como a fumaça, o calor e a pouca luminosidade dos locais investigados.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella chegou a dizer que o incêndio pode ter sido criminoso. Mas o delegado disse que ainda é prematuro fazer esse tipo de afirmação.


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