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segunda-feira, 8 março 2021

Impactos econômicos pós demissão de Moro

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As autoridades tem que conter a grave crise política desencadeada pela saída do cargo do ministro da justiça, reduzindo assim a instabilidade, melhorando o ambiente de negócios e as expectativas dos agentes econômicos

Na última sexta feira, (24), chegou ao fim a gestão do ministro da justiça e segurança pública Sérgio Moro. O ex-ministro começou a se destacar pela atuação na operação Lava Jato, como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba-PR, atuando no período de 2014 a 2018, quando foi convidado para se tornar ministro do presidente eleito Jair Bolsonaro. Um dos motivos para deixar o cargo foi a exoneração do um aliado, o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

O anúncio da demissão e o discurso do ex-ministro Sérgio Moro desencadeou uma grave crise política no governo federal, ampliando o cenário de incerteza e de dificuldade que já estávamos vivendo devido à crise sanitária mundial deflagrada pelo novo coronavírus. Essas crises causam sérios impactos negativos na economia brasileira com potencial de atingir todos os segmentos da sociedade.

O mercado financeiro, que é um lócus econômicos bastante sensível as mudanças de expectativas dos agentes econômicos, no curto prazo, reagiram com a alta no dólar de 2,5%, fechando a sexta feira em R$ 5,65. Já a bolsa de valores (IBOVESPA) chegou a cair 9,6% ao longo do dia, quase provocando o acionamento do circuit breaker, mecanismo de proteção a investidores acionado quando o IBOVESPA cai mais de 10%, mas terminou a sessão com queda de 5,45%, batendo 73.330 pontos.

Caso o cenário de incerteza persista, a alta do dólar pode fazer com que o preço dos produtos importados fique cada vez mais caro. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos o impacto pode ser significativo nos produtos como queijos, vinhos e gêneros alimentícios em geral. O aumento no nível de preços pode afetar outros setores, tendo em vista que a moeda americana é utilizada como base de cálculo na hora de mensurar as despesas de custo de matérias-primas do setor petroquímico, utilizadas na produção de calçados. Pode-se esperar ainda uma alta no preço do pão, devido a importação do trigo, das roupas que são importadas e até mesmo de algumas frutas.

Com relação a bolsa de valores ela é um importante mecanismo de alavancagem das empresas. É através da bolsa de valores que as empresas conseguem investidores e, através desse investimento (aquisição de ações), que conseguem crescer. É como se as bolsas fossem o coração da economia, concentrando capitais e bombeando-o a outras partes do corpo financeiro da nação.

Com isso, empregos são gerados direta e indiretamente, gerando mais riqueza, produção, crédito e prosperidade. Por outro lado, as empresas presentes na bolsa são obrigadas em maior ou menor grau a adotar práticas de gestão eficientes e transparentes. Com a queda nos indicadores da bolsa de valores brasileira o fluxo de recursos para as empresas diminui podendo provocar uma redução da capitalização empresarial e impedir a execução de vários projetos de investimentos, aumentando o desemprego e/ou o fechamento de algumas empresas.

Portanto, é fundamental que as autoridades consigam conter a grave crise política desencadeada pela saída do cargo do ministro da justiça, reduzindo assim a instabilidade, melhorando o ambiente de negócios e as expectativas dos agentes econômicos. Dessa forma, o poder executivo poderá concentrar todos os esforços no combate a pandemia do coronavírus sem desviar o foco dessa missão que é prioritária e tão aguardada por toda sociedade.


Ricardo Paixão – Professor, Economista, com mestrado em Economia pela Ufes, Conselheiro efetivo (vogal) da Junta Comercial do Espírito Santo, e ex presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo 

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