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quinta-feira, 11 agosto 2022

Igreja não precisa mais usar máscaras durante o culto

Foto: Divulgação

A liberação do uso de máscaras em vários estados da federação chegou ao Espírito Santo e pastores comemoram a notícia

Por Lilia Barros

A notícia de que o uso de máscara não é mais obrigatório foi celebrado em vários estados do Brasil, mesmo com a manutenção do uso em alguns lugares como hospitais, unidades de saúde e em voos nacionais e internacionais. Poder entrar em supermercados, lojas, empresas e andar na rua sem aquela peça cobrindo a boca e o nariz significou um alívio para muitos brasileiros que não possuem essa cultura do uso de máscaras. Outro ambiente em que a liberação da máscara fará grande diferença é dentro das igrejas, onde muitos cristãos sentiam-se incomodados com a dificuldade de cantar e respirar durante o momento de louvor e adoração congregacional.

Em São Paulo, quem agradeceu a Deus pelo anúncio da liberação da máscara foi o pastor Hernandes Dias, da Igreja Presbiteriana. “Essa é uma decisão técnica da área médica e eu sou favorável porque o uso de máscara, além de não fazer parte da nossa cultura assim como faz para alguns povos orientais, traz problemas sérios para nossa saúde porque respiramos o gás carbônico, uma consequência para saúde pública. Penso que não havendo essa necessidade é um ganho coletivo, eu fiquei muito feliz e celebrei quando ficamos liberados aqui em São Paulo, porém devemos respeitar aqueles que ainda querem usar, sem imposição da lei; eu só tenho a agradecer a Deus por isso”, afirmou o pastor, considerando ainda que muitos membros de igrejas sentiam dificuldades em usar a máscara na hora do louvor, pois dificulta cantar e respirar com facilidade.

No Rio de Janeiro, o pastor Fernando Arêde, concorda que será positivo para a igreja a participação nos cultos sem a obrigatoriedade do uso da máscara. Mas faz uma observação. “Creio que as máscaras ainda podem ser um preventivo em certos lugares mais fechados. Pelo menos por alguns meses, até que nenhuma variante apareça”.

Nesta quarta-feira (06) foi a vez do Espírito Santo se livrar da peça que se tornou obrigatória desde o início da pandemia do Coronavírus, mas a principal comemoração é saber que a taxa de transmissão é baixa. O governador do Estado do Estado, Renato Casagrande, anunciou durante coletiva de imprensa, que, em todo o Espírito Santo, não existe mais obrigatoriedade do uso de máscaras em locais abertos e fechados ou da apresentação de passaporte vacinal para acesso a estabelecimentos.

O pastor batista Diego Bravim,  do Espírito Santo, diz que a ciência neste caso, será o parâmetro relacionado ao tema, para as igrejas. “Se a medicina diz que é possível o retorno da vida normal sem as máscaras eu acredito nisso, embora algumas restrições devem acontecer para aquelas pessoas que estão adoecidas, com qualquer virose ou bactéria, independente da Covid-19, ela precisa ter um período de isolamento, com medidas restritivas para não adoecer outros; então eu penso que a máscara vai ser um objeto importante dentro dessa percepção que estou dizendo de uma sociedade com bom senso. Com relação aos cultos, sem dúvida o uso da máscara na hora de cantar causava um incômodo, fobia, algumas pessoas que já tem problema respiratório. Não ser mais uma prática obrigatória, vai ajudar bastante na liturgia do culto”, afirma o pastor. 

Governador do ES

O uso da proteção contra a Covid-19 continua obrigatório somente em unidades de saúde. “Estamos mudando nosso modelo de gestão da pandemia no Espírito Santo. Pandemia que foi decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e só ela pode retirar essa classificação. Contudo, ela será tratada e gerenciada no Estado como qualquer outro assunto da área de saúde pública, sem a exigência de medidas qualificadas. É um passo importante baseado nos dados e pelo momento em que estamos vivendo. A vacinação foi a principal responsável por chegarmos até este momento. Reforçando que todas essas medidas qualificadas adotadas ao longo desses dois anos nos ajudaram a salvar vidas”, destacou o governador.

A liberação vinha ocorrendo de forma gradativa desde o dia 11 de março, pois o uso da máscara já não era obrigatório no Estado em academias e em locais abertos. Contudo, o Governo do Estado mantém recomendações de proteção contra a doença para pessoas em situação vulnerável, com comorbidades, gestantes e não vacinados.

 

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