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sábado, 6 DE dezembro DE 2025

Igrejas começam a se beneficiar com a tecnologia

Foto: Divulgação/Igreja Cristã Maranata

Investimento pode até zerar a conta de energia. Assim, libera recursos para ações da igreja e ainda ajuda a exercer a boa mordomia. Confira!

Por Patricia Scott

No Brasil, a energia solar fotovoltaica atingiu 23,9 gigawatts (GW) de capacidade instalada, ultrapassando a energia eólica (que tem 23,8 GW) e tornando-se a segunda maior fonte de geração de energia para os brasileiros. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Para 2023, o Brasil deverá acrescentar mais de 10 GW à geração solar fotovoltaica, de acordo com a Absolar. Assim, atingirá a capacidade instalada acumulada, de 34 GW na fonte. O desempenho representaria um crescimento de 52% em relação à potência atual e o melhor ano da história do setor no país.

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A expansão vem sendo impulsionada pela geração solar distribuída: os painéis são instalados em telhados de casas, prédios e empresas, como também em terrenos. E as igrejas também têm despertado para esse tipo de tecnologia, que traz grande economia e assim libera importantes recursos eclesiásticos para investimento em outras áreas de atuação da igreja.

A seguir, para que líderes e pastores possa avaliar as vantagens de adesão a um projeto de energia solar para suas igrejas, Comunhão traz mais informações sobre o assunto e relata a bem-sucedida experiência de uma denominação que já fez grandes avanços nesse processo e mostra seus resultados.

Maior produtora de energia

No Brasil, a Igreja Cristã Maranata é a entidade religiosa que mais produz energia fotovoltaica. A denominação está entre os 10 maiores produtores do Estado do Espírito Santo.

Igrejas começam a se beneficiar com a tecnologia

Em 2016, em uma visão de vanguarda e consciência ecológica, a igreja iniciou um projeto para instalação de um parque energético com energia limpa e sustentável em nível de Brasil. O objetivo era suprir a demanda de energia dos cinco mil templos da denominação.

“O plano-piloto começou em duas igrejas na Grande Vitória, para termos dados concretos para avaliar o custo/benefício”, conta o pastor Daniel Moreira, gestor-geral de Sustentabilidade da Igreja Cristã Maranata.

Inicialmente, as duas instalações geraram cerca de 4.000 KWH por mês, suprindo a demanda de energia dos dois templos e gerando saldo para atender mais algumas igrejas. Como o resultado da relação custo/beneficio foi extremamente positivo, em 2018 a denominação iniciou a etapa de expansão do parque energético solar, com a instalação da usina Maanaim de Carapina, na Serra (ES).

A iniciativa aumentou em 20 vezes a capacidade de geração de energia fotovoltaica. Assim, a igreja passou a produzir 84.000 KWH mês. “Isso permitiu estender nossa malha de atendimento para cerca de 220 igrejas mais a sede administrativa da Igreja e nossa central de comunicação”, afirma o pastor Daniel.

Mais expansão

Em 2019, a Maranata deu início à instalação de seis novas usinas. Dessa vez, em Minas Gerais, com capacidade de geração de 85.000 KWH/mês, dobrando a potência de geração no parque energético. “O projeto de expansão estava programado para início de 2020, para dobrarmos novamente nossa capacidade de geração. Mas, devido à pandemia da Covid-19, tivemos que adiar essa nova expansão”, esclarece o pastor.

Assim, em 2022, a igreja reativou o processo de expansão do parque energético com a instalação da maior usina, a Sitio Esperança, também na Serra (ES). A capacidade geradora é de 135.000 KWH mês. Paralelamente, a denominação iniciou instalações de usinas no Distrito Federal, Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas, Pará e São Paulo.

“Neste ano, já estamos com projetos em execução em outros estados da federação, com meta até o final deste ano de um total de 100 usinas geradoras de energia fotovoltaica no Brasil”, adianta o pastor Daniel, que emenda: “Atualmente, temos uma potência de geração de 620.000 KWH/mês, atendendo cerca de três mil igrejas”.

Os benefícios

Considerando apenas as usinas em operação há mais de dois anos, a instituição já alcançou a potência de geração total de 612 170 kWh por mês. Esse patamar representa uma economia financeira acumulada superior a R$ 2,2 milhões.

“Com essa economia podemos investir em mais projetos sociais, como a Missão Amazônia e Missão Sertão, que atendem comunidades com medicamentos, assistência odontológica e médica, além de socorrermos centenas e centenas de membros que muitas vezes sofrem com catástrofes naturais, como enchentes e seca”, pontua o pastor Daniel.

Ele também diz que a denominação vislumbra o futuro e está atenta às crises ambientais no mundo inteiro. A igreja evitou a emissão mensal de 610,34 toneladas de CO2, o equivalente à preservação de 33.057 árvores todos os meses.

“A Igreja Cristã Maranata tem a consciência de seu papel social e de sua responsabilidade em relação ao meio ambiente, estando unida ao esforço mundial de preservação ao meio ambiente, pois investindo em energia limpa e sustentável, todos ao nosso redor são positivamente impactados com a economia ambiental”, conclui o pastor Daniel Moreira.

Instalação e manutenção

O primeiro passo para adotar a energia solar na igreja é buscar no mercado uma empresa especializada. Ela realizará uma análise do local, avaliando a conta atual de energia, equipamentos que serão instalados, além da inclinação e orientação do sol.

“Após essa avaliação, uma estrutura de suporte é montada no telhado ou no solo para acomodar os painéis, e um inversor é instalado para converter a energia gerada pelo sol e injetar na rede elétrica”, detalha a empresa Fortlev Solar, fornecedora especializada.

A empresa adverte que a instalação de painéis fotovoltaicos deve ser realizada por profissionais qualificados, para garantir a segurança, a eficiência e a conformidade com as normas locais. “O tempo de instalação vai depender do tamanho do projeto. Em média, é preciso um dia para a montagem”.

A Fortlev Solar revela ainda que os painéis solares exigem pouca manutenção. No entanto, algumas ações periódicas podem otimizar a eficiência e prevenir problemas, como: limpeza regular dos painéis e monitoramento. “A melhor maneira de prevenir problemas futuros é realizando a instalação com uma boa empresa e adquirindo equipamentos de qualidade”.

Igrejas começam a se beneficiar com a tecnologia
Solução de usina oferecida pela Fortlev – Foto: Divulgação

Investimento

O investimento varia de acordo com o tamanho do projeto. De modo geral, para cada R$ 100 pagos na conta de energia elétrica, deve-se investir cerca de R$ 4.500. Portanto, se o valor da conta de energia for de R$ 300,00 por mês, o investimento ficará em torno de R$ 13.500. Os especialistas afirmam que em menos de cinco anos o investimento nas placas é compensado.

Atualmente, vários bancos públicos e privados oferecem linhas de financiamento exclusivas para instalação de placas fotovoltaicas. Na Fortlev Solar, há diversas opções de financiamento para os clientes viabilizarem o projeto. “Em muitos casos, é possível trocar a conta de luz pela parcela do financiamento”.

Isso porque ao comprar o kit fotovoltaico com financiamento haverá produção de até 95% da energia consumida. Isso significa que a conta de energia poderá vir praticamente zerada. Nesse sentido, o valor que antes seria destinado a pagar a conta agora ficará para o pagamento do financiamento.

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