Mais ações sociais e menos evangelismo

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Um estudo feito no Reino Unido constatou que as agências missionárias mais novas se empenham mais nos esforços sociais do que no envio missionário.

Organizações missionárias mais recentes são mais propensas a se concentrar em projetos de ações sociais do que na proclamação do Evangelho, de acordo com um estudo compilado por Eddie Arthur, da Wycliffe Bible Translators.

O estudo analisou o setor de agências missionárias no Reino Unido e descobriu que as organizações estabelecidas depois de 1971 eram menores em tamanho do que suas antecessoras, tanto financeiramente quanto em termos de escopo, e menos propensas a serem evangelísticas.

Constatou-se que as agências missionárias históricas ofereciam mais oportunidades de missão a longo e curto prazo e eram mais ativas no envio de missionários. Eles também tinham um amplo foco mundial.

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Por outro lado, as organizações mais novas eram mais propensas a se envolver em apenas um ou dois projetos de ação social, realizados em um único local.

Apesar da proliferação de agências missionárias menores após este período, Arthur disse que elas estavam tendo um “impacto limitado no setor como um todo”. Elas também recebem uma parcela menor de doações de cristãos.

“Esse padrão é uma indicação de quais agências o público cristão britânico está interessado em apoiar”, disse Arthur.

Na amostra de 144 agências analisadas para o estudo, apenas 51 organizações foram estabelecidas antes de 1970. Dentre o total de organizações missionárias, apenas 49 das agências pesquisadas (34%) realmente enviaram missionários.

O estudo prevê que o ministério evangelístico em grande escala por parte das agências missionárias continuará diminuindo no futuro.

“O movimento que se afasta do evangelismo para investir em ação social continuará. Embora várias agências de médio porte mantenham um foco evangelístico, estas são as agências que provavelmente continuarão enviando missionários do Reino Unido, enquanto outras agências provavelmente não irão continuar enviando missionários”, disse o pesquisador.

Arthur também avalia que a “estagnação” da igreja evangélica britânica provavelmente contribuiria para os desafios financeiros das agências missionárias e dificultaria o recrutamento de missionários.

“É provável que muitas outras agências pequenas e empreendedoras, concentradas em um projeto em um único local, passem a existir”, observa. “No entanto, essas agências serão apoiadas por aqueles que estão próximos a elas e terão um impacto limitado no setor como um todo”.

*Com informações de Christian Today


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