Caso de violência doméstica na igreja. Como agir?

“Quem deveria protegê-las, amar e respeitar não o faz.”

Os índices de violência doméstica são alarmantes e ocupam o noticiário quase todos os dias. Esse fenômeno é fruto de alguns fatores. Machismo, crise de identidade masculina, culto de violência familiar em que as consequências são geracionais e por aí vai. Em se tratando da igreja, a mesma, ao meu juízo, deve continuar investindo na relação conjugal. Quando é sabido pela liderança, a mesma deve chamar as partes envolvidas, identificar a fonte causadora, ou seja, o que tem motivado tal atitude, se é financeiro, cultural, psicológico,  se é rotineiro e propor aconselhamento, terapia, cursos ou outra ferramenta que vise à mudança do comportamento e da mentalidade.

Caso haja negativa ou a prática perdure colocando em risco a integridade física ou emocional da mulher, deve-se orientar e apoiar pelo busca de medidas protetivas e amparo na lei. O amor ao próximo é um mandamento que inclusive do respeito ao amor próprio.

Tal fenômeno alçou o Brasil à quinta posição no ranking de feminicídios e fez o nosso estado o terceiro na região sudeste em mais atentar contra a integridade da mulher. É preocupante, lastimável e por demais estarrecedor, pois quem deveria protegê-las, amar e respeitar não o faz.

Quando olhamos a violência doméstica dentro da igreja, um fator considerável diz respeito a visão equivocada da submissão da mulher. Doutrinariamente falando, diante de Deus não há diferença entre o sexo masculino e o feminino, foi Deus que iniciou o que hoje os movimentos tantos lutam e apregoam que é a chamada igualdade de gêneros. Todavia, convém ressaltar a necessidade de cada vez mais cedo, implementar a cultura da valorização, do respeito e principalmente as premissas bíblicas do papel masculino. Há uma confusão crônica entre macho e masculino que poderei explanar em outra oportunidade. Educação, mudança de pensamentos e cultura devem ser implementados em todas as esferas da sociedade e principalmente na tenra idade para mudarmos esse quadro tão assustador e revoltante.

Com o homem amadurecendo em média aos 45 anos, tendo mais de 40% dos lares na liderados por mulheres e o mesmo tendo a figura feminina como objeto ou posse, encerro minha fala enfatizando: homem não é problema é solução.