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terça-feira, 27 julho 2021

Igreja doméstica é invadida na Ásia Central

As igrejas do país que não forem registradas não podem realizar cultos

Por Marlon Max

No último final de semana, uma igreja doméstica na Ásia Central foi invadida pela polícia. “Nossa igreja não tem registro oficial do Estado, mas funcionávamos apesar disso. Uma vez, em 2017, fomos proibidos de nos reunir para realizar serviços em nossa casa. Mas essas pessoas do governo mudaram ao longo dos anos e decidimos nos reunir em nossa casa a partir de 2020. Até esse fim de semana, não tivemos nenhum problema com as autoridades”, conta o pastor O*, líder da igreja.  

Segundo a missão Portas Abertas, durante um culto no final de semana, policiais chegaram à igreja e interromperam as atividades. Eles pediram para um dos diáconos apresentar os documentos legais da instalação e o passaporte dele. Eles o levaram para o departamento de polícia, a igreja foi acusada de não estar legalizada enquanto realizava as atividades religiosas, e a polícia abriu um processo contra os cristãos. 

“Graças a Deus temos amigos no governo superior e um coronel nos ajudou. Eles não deram prosseguimento no processo contra nós e decidiram nos multar no valor de 250 dólares. O diácono foi enviado para casa, mas eles o avisaram para não realizar mais eventos religiosos em nossa casa”, compartilha o pastor. 

O país conta com uma lei que diz que sem um registro oficial da igreja, os cristãos não podem se reunir como igreja. Mas o registro ainda não é dado aos seguidores de Jesus, mesmo que tenham apresentado todos os documentos necessários. Dados da Portas Abertas mostram que nos últimos 11 anos, nenhuma igreja nova foi registrada no país. 

*Nome alterado por segurança.

Com informações Portas Abertas

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