A igreja tem responsabilidade de combater a corrupção?

“O papel da igreja, seja este como pessoa ou como instituição, é de denunciar publicamente qualquer comportamento desleal, vigarista ou imoral que afronte a ética”

Inicialmente, é preciso entender que o Brasil tem uma triste tradição envolvendo políticos e partidos com a corrupção, que se favorecem do cargo e mandatos para realizar operações fraudulentas com o erário público, buscando se beneficiar pessoalmente com isso.

De outro modo, sob a perspectiva cristã, é importante entender que o papel da igreja, seja este como pessoa ou como instituição, é de denunciar publicamente qualquer comportamento desleal, vigarista ou imoral que afronte a ética, a probidade e aos valores civilizatórios de uma sociedade justa, equânime e paritária, pois são estes princípios compreendidos na fé cristã.

Eventual ausência de mobilização de atos públicos por parte da igreja, não significa que ela não esteja engajada e mobilizada no combate a corrupção, até porque, boa parte dos protagonistas que encabeçam os movimentos de combate a corrupção são, em grande maioria participantes da igreja, como ocorre por exemplo com os procuradores da Operação Lava-Jato.

Nesse sentido, partindo de uma acepção teológica, nos termos de Mateus 5:13, estes atores são a igreja, logo os valores propagados e defendidos pela igreja estão inspirando e engendrando uma nova consciência social, gotejando valores éticos e morais influenciando positivamente no conjunto da sociedade, razão pela qual é possível concluir que a igreja tem colaborado e contribuindo significativamente para o combate a corrupção.