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quinta-feira, 6 maio 2021

Igreja Batista transmite culto pela internet em SP

“A fé não imuniza”, disse pastor em auditório vazio na zona oeste da cidade. Saiba mais!

“A fé não imuniza, precisamos nos cuidar”, diz o pastor Ed René Kivitz durante o culto na Ibab (Igreja Batista da Água Branca), na zona oeste de São Paulo. Pela primeira vez em 30 anos como pastor, Kivitz fez um culto vazio neste domingo (15), por conta do coronavírus.

A reunião das 9 horas, contava apenas com o pastor, 12 músicos da banda e alguns técnicos que transmitiram o culto pelo canal do YouTube da igreja. A reportagem checou que no momento da pregação do pastor mais de 2.800 pessoas acompanhavam ao vivo a transmissão. Já no local, o auditório imenso estava completamente e estranhamente vazio.

Comunicado 

No último sábado (14), em uma rede social, a igreja comunicou o cancelamento de atividades presenciais.Os cultos serão transmitidos pela internet.

“Em atenção às notícias a respeito da proliferação do novo coronavírus e às orientações dos especialistas e das autoridades competentes, comunicamos que no período de 13 a 19 de março todas as programações presenciais, inclusive as celebrações do domingo, 15 de março, estão canceladas”, diz comunicado.

 

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Celebração Online 

A reunião foi gravada e reprisada ás 11h30 e as 19 horas e que, normalmente, recebe 6.000 pessoas por domingo, distribuídas em três reuniões com 2.000 pessoas.

“Pela primeira vez, não podemos nos encontrar e nos abraçar pessoalmente. Mesmo com auditório vazio, temos que lembrar que somos uma comunidade. Precisamos cuidar um dos outros. A fé não nos imuniza, ela nos responsabiliza. Não é porque temos fé que precisamos entrar em uma bolha. Procurem fontes confiáveis de informações sobre o coronavírus e cuidem-se”, disse o pastor durante o culto.

Kivitz, que é acostumado a fazer vídeos e transmissão de outros cultos pela internet relevou que durante a pregação procurou não pensar que estava em um lugar vazio e sim conversando com aqueles que em assistiam de casa.

“Sei que as instituições têm medo que os locais não sejam frequentados e que se perca receita ou a frequência. Mas precisamos pensar na pandemia do vírus e em como podemos nos esforçar para que ela tenha o menor dos efeitos nas nossas cidades. Sou a favor do culto vazio enquanto não formos liberados pelos autoridades, profissionais de saúde e cientistas”, completa o pastor.

*Da Redação, com informações de FOLHAPRESS e Mix Vale 

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