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terça-feira, 16 agosto 2022

IGP-DI de junho fica em 0,62%, ante alta de 0,69% em maio

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 7,84% no ano. Em 12 meses, houve aumento de 11,12%, diz FGV. Foto: Reprodução

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 7,84% no ano. Em 12 meses, houve aumento de 11,12%, diz FGV

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,62% em junho, após uma elevação de 0,69% em maio, divulgou nesta quinta-feira, 7, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimavam uma alta desde 0,43% a 0,80%, com mediana positiva de 0,60%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast.

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 7,84% no ano. Em 12 meses, houve aumento de 11,12%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve elevação de 0,44% em junho, ante uma alta de 0,55% em maio. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, subiu 0,67% em junho, após aumento de 0,50% em maio. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, teve elevação de 2,14% em junho, depois da alta de 2,28% em maio. O período de coleta de preços para o índice de junho foi do dia 1º ao dia 30 do mês.

Os aumentos nos preços das passagens aéreas (9,43%), leite tipo longa vida (9,90%) e plano de saúde (1,17%) lideraram o ranking de pressões sobre a inflação ao consumidor dentro IGP-DI de junho.

Três das oito classes de despesa do IPC-DI registraram taxas de variação mais elevadas: Habitação (de -1,37% em maio para 0,43% em junho), Alimentação (de 0,45% para 1,30%) e Vestuário (de 1,21% para 1,26%). Os destaques partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de -9,34% para -0,41%), hortaliças e legumes (de -9,06% para -5,13%) e roupas (de 1,37% para 1,53%).

Na direção oposta, as taxas foram mais baixas nos grupos Transportes (de 1,02% para 0,18%), Educação, Leitura e Recreação (de 3,12% para 2,06%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,87% para 0,42%), Comunicação (de -0,14% para -1,08%) e Despesas Diversas (de 0,91% para 0,13%). Os grupos apresentaram decréscimo em suas taxas de variação, influenciadas pelos itens etanol (de 3,09% para -6,79%), passagem aérea (de 16,33% para 9,43%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,85% para -0,68%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (de -0,18% para -2,59%) e serviços bancários (de 1,23% para 0,02%).

Construção

A alta no custo da mão de obra manteve pressionada a inflação da construção IGP-DI de junho, informou a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) passou de um avanço de 2,28% em maio para uma elevação de 2,14% em junho.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços saiu de uma alta de 1,56% no quinto mês do ano para aumento de 1,01% no seguinte. O custo dos Materiais e Equipamentos passou de alta de 1,72% em maio para elevação de 1,07% em junho, enquanto os Serviços saíram de 0,73% para 0,68%.

Já o índice que representa o custo da Mão de Obra foi de 3,08% em maio para um avanço de 3,35% no mês passado.

Núcleo do IPC-DI

O núcleo do IPC-DI passou de alta de 0,84% em maio para 0,57% em junho. Dos 85 itens componentes do IPC, 32 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 74,84% para 72,58% no mês passado.

IPAs

Os preços dos produtos agropecuários no atacado medidos pelo IPA Agrícola recuaram 0,62% em junho, depois de uma alta de 0,68% em maio. Já os produtos industriais, mensurados pelo IPA Industrial, avançaram 0,86% em junho, ante alta de 0,50% em maio

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais tiveram alta de 0,72% em junho, ante um avanço de 0,03% em maio. Os preços dos bens intermediários subiram 1,33% em junho, depois de aumentarem 1,46% em maio. Os preços das matérias-primas brutas registraram redução de 0,78% em junho, após uma elevação de 0,04% em maio.

Com informações de Agência Estado

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