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quinta-feira, 9 abril, 2020

Ideologia de Gênero: o paradoxo da igualdade

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O que é ideologia de gênero?

Os proponentes desta ideologia afirmam que as diferenças entre o homem e a mulher, fora as óbvias diferenças anatômicas, não correspondem a uma natureza fixa que torne alguns seres humanos homens e, a outros, mulheres.

Pensam, além disso, que as diferenças de pensar, agir e valorizar a si mesmos são produto da cultura de um país e de uma época determinadas, que atribui a cada grupo de pessoas uma série de características que se explicam pelas conveniências das estruturas sociais de certa sociedade.

Podemos observar a fragilidade deste pensamento e a irresponsabilidade de profissionais que a propagam. Tratam a questão de gênero como simples tendências que podem ser mudadas a qualquer momento. E o retorno à origem não obedece a essa ordem? É no mínimo paradoxal.

Com objetivos aparentemente nobres, essa “ideologia de gênero” alega evitar preconceito contra a mulher e empoderá-la. Na verdade, com a mudança de sentidos, usa a sociedade para caminhar os gêneros LGBTTS e não da mulher em si, com todas as suas fragilidades e diferenças biológicas até hoje defendidas. Faz avançar a agenda internacional da “Teoria Queer” que visa à criação de crianças em gênero neutro. 

Mudando de significado 

No seu sentido etimológico a palavra ‘Gênero’ não tem absolutamente nada de negativo, quando falamos em gênero masculino ou feminino para nos referirmos às diferenças de cada sexo ou, por exemplo, gênero humano. A partir de 1995 começa uma mudança de conceito, gênero passa a significar uma nova “concepção sexual”, na qual a pessoa vai se construir, e não tem mais um dado biológico ou genético que determina o nascer homem ou mulher. Ou seja, o sexo é apenas um acidente de percurso.

DNA, diferenças cromossômicas e hormonais, características psicológicas de cada sexo são deixadas de lado, subtraídas. As formações social e cultural então passam a  predominar na construção do “ser homem” e “ser mulher”. Os defensores da Ideologia de Gênero dizem que, ao longo do dia, você pode livremente decidir o que deseja ser ou se tornar em relação à sexualidade. Você pode então se sentir homem, mulher, trans, homossexual, etc. São múltiplas as possibilidades.

A Ideologia de Gênero desnaturaliza o sentido de ser homem e ser mulher, e isso deve ser exaustivamente repassado para toda sociedade, pois muitos estão sendo enganados. Temos que debater as diferenças buscando igualdade de respeito entre os sexos, homens e mulheres. Na realidade, o que escondiam nos planos de educação era o sentido subversivo do gênero atual, que não está lidando em seus discursos com o sexo e nascimento, são discordantes. Como se uma “alma feminina habitasse um corpo masculino e vise e versa”. Para a ideologia de gênero então, não se nasce mulher, torna-se.

Ideologia de Gênero na infância

A Ideologia de Gênero advoga que as crianças não são diferentes, e sim que os pais, a família, a cultura e a escola os obrigam a serem diferentes. A menina foi obrigada pela cultura, pela religião, pela família a “ser” menina; o mesmo acontece com os meninos. Ou seja, as diferenças externas e internas nos corpos são ignoradas As crianças são diferentes quando bebês, quando crianças e quando crescem não apenas pelo órgão genital aparente; e sim por dentro. Mas, há quem advogue que isso gera um problema: a desigualdade entre meninos e meninas e, mais tarde, se converterá em desigualdade entre homens e mulheres.

Gostaria de fazer uma observação importante do que a ciência comprovou até este momento:

  1. A ciência, acerca do comportamento humano, diz que: todo ser humano tem probabilidade de desenvolver características psicológicas do sexo a que pertence;
  2. A educação formal dos pais está em risco. De acordo com essa ideologia de gênero, nossos filhos serão discriminados por serem heterossexuais e por não concordarem com essa neutralidade sexual.

Uma ação perigosa, pois elimina totalmente as diferenças dos sexos, se esquece de que é devido a essas diferenças que buscamos direitos civis e culturais de respeito e a igualdade de direitos. Esses ideólogos de gênero creem que estão eliminando a desigualdade. Para esses promotores da utopia, a desigualdade então não existirá.

Mas como, depois dessa desconstrução da identidade sexual, um menino saberá que é um menino? Após misturar todas as diferenças, o menino não saberá se é um menino e vice-versa. Eles afirmam que solucionaram o problema da desigualdade. Porém, nós sabemos que outro problema foi gerado: o da identidade. E isso acontece justamente porque a biologia, a genética, os hormônios, as evidências das diferenças questionam psicologicamente.

Essa é a verdade: o conflito psíquico se dá porque as crianças não sabem quem são. Veem-se de um jeito e aprendem a ser diferentes para garantir igualdade. Extremamente paradoxal.


Marisa Lobo. Psicóloga, escritora e pesquisadora de gênero. Autora dos livros: “A Ideologia de Gênero na Educação” e “Famílias em Perigo”.

 

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