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segunda-feira, 12 DE janeiro DE 2026

Ibovespa tem viés de baixa com cautela externa, Selic e tarifas; alta de commodities limita

Análise do mercado: Ibovespa opera em baixa com cautela sobre tarifas dos EUA e dados econômicos. IBC-Br e Focus indicam espaço para corte na taxa Selic - Foto: Diana Cheng/Money Times
Análise do mercado: Ibovespa opera em baixa com cautela sobre tarifas dos EUA e dados econômicos. IBC-Br e Focus indicam espaço para corte na taxa Selic - Foto: Diana Cheng/Money Times

Investidores analisam dados do IBC-Br e Boletim Focus, enquanto monitoram sobretaxa de 40% mantida pelos Estados Unidos 

Os investidores iniciam a semana mais curta no Brasil, interrompida pelo feriado na quinta-feira, digerindo a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de remover a tarifa básica de 10% sobre importações de produtos agropecuários. Contudo, o republicano manteve a sobretaxa adicional de 40%. Ainda nesta segunda-feira, 17, inicia-se a divulgação de dados represados dos EUA pelo fim da paralisação. O destaque é o payroll, na quinta-feira.

O Ibovespa iniciou a sessão próximo da estabilidade, em ao viés de baixa dos índices futuros de ações em Nova York e da valorização de 0,08% e de 1,81% do minério de ferro, em Dalian, na China. Ao mesmo tempo, o mercado avalia o boletim Focus e o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de setembro, divulgados nesta manhã, sugerindo espaço para cortes da taxa Selic.

Segundo Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, a queda de 0,24% do IBC-Br em setembro ante agosto, recuo mais intenso do que a mediana negativa de 0,10% das projeções, deveria ser visto como algo positivo, pois a atividade é uma das principais dúvidas para o Banco Central iniciar o processo de queda da taxa Selic.

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“A taxa anual veio forte e houve revisão para cima no dado de agosto, de 0,39% para 0,40%. Esses sinais mistos reforçam que desaceleração ocorre de forma lenta e gradual. Por isso, tem esse efeito na curva de juros viés de alta, o que coloca dúvidas quanto ao ciclo total de quedas da Selic”, avalia Tavares.

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Para Rafael Perez, economista da Suno Research, o resultado confirma a dinâmica de desaceleração da economia brasileira no terceiro trimestre de 2025. Conforme ele, os dados do IBC-Br colocam viés de baixa na projeção da Suno, de crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.

Outro ponto de cautela, destaca Tavares, da BGC Liquidez, é quanto às tarifas de 40% impostas pelos EUA ao Brasil, mantidas, após a remoção da taxa de 10%. Após a retirada, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a chamada Tarifa Moraes, a sobretaxa de 40% só será retirada quando as “questões políticas” com o Brasil forem solucionadas. “Isso fez o mercado rever o ânimo com relação às tarifas. Talvez agora não esteja mais 100% otimista”, avalia Tavares.

Nos EUA foi informado o índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York. O dado saltou para 18,7 em novembro, ante 10,7 em outubro, segundo pesquisa divulgada pela distrital do Federal Reserve (Fed) em Nova York. O dado mais esperado é o relatório oficial de emprego, o payroll, que pode as expectativas sobre os juros do país. Além disso, nos próximos dias sairá a ata do Federal Reserve (Fed) e fica no foco o balanço da Nvidia, diante do temor recente de uma possível bolha de ações ligadas à inteligência artificial (IA).

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Quanto ao boletim Focus, o destaque é a mediana do para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, que caiu para 4,46%, abaixo do teto da meta pela primeira vez desde o relatório publicado no dia 2 de dezembro de 2024. A taxa anterior era de 4,55%. Apesar disso, as projeções para a taxa Selic prosseguiram em 15,00% para este ano e em 12,25% para 2026.

“A grande notícia foi a melhora das projeções para o IPCA de 2025”, diz o economista André Perfeito. Apesar disso, o economista avalia em nota ser temerário imaginar que essa desaceleração represente de fato uma melhora generalizada das expectativas. “Afinal faltam poucas semanas para o fim desse ano e essa melhora não se traduziu em revisões adicionais para horizontes mais longos”, observa. As projeções para IPCA 2026 (4,20%), 2027 (3,80%) e 2028 (3,50%) foram mantidas em

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,37%, aos 157.738,69 pontos, e subiu 2,39% na semana.

Às 11h19 desta segunda, o Índice Bovespa cedia 0,07%, aos 157.628,08 pontos, ante recuo de 0,49%, na mínima aos 156.972,70 pontos, depois de avançar 0,10%, na máxima em 157.900,51 pontos, vindo de abertura em 157.741,73 pontos, com variação zero. Vale subia 0,26% e Petrobras, entre 1,16% (PN) e 0,86% (ON). Já ações de grandes bancos operam com viés de baixa, e o dólar e os juros futuros, de alta.

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(Com informações da Agência Estadão, Por Maria Regina Silva)

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