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terça-feira, 16 abril 2024

A arte e o desafio de educar filhos, o que faço com meu filho?

A arte e o desafio de educar filhos. Foto: Divulgação
A arte e o desafio de educar filhos. Foto: Divulgação

Se adaptar a cada geração e manter a educação dos filhos debaixo dos ensinamentos bíblicos é um desafio para os pais de hoje

Por Lilia Barros

Educar filhos sempre foi tema de discussão em diversas esferas da sociedade. De tempos em tempos surgem novos padrões de como lidar com os filhos, o que deixa muitos pais confusos se estão agindo corretamente ou se estão colocando suas crianças e adolescentes em risco por má orientação.

No meio evangélico famílias buscam se adaptar a cada geração, e se esforçam para não perderem o controle sobre os filhos protegendo-os de um futuro fracassado especialmente na vida espiritual.

O pastor Gilson Bifano, palestrante e coach de casais e família, do Rio de Janeiro, explica que para cada época os pais precisam estar atentos aos desafios específicos da contexto em que estão criando seus filhos e alerta para fazerem dos ensinamentos bíblicos a base para a educação.

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“Até a década de 60 tínhamos uma sociedade que ajudava os pais na educação dos filhos. Era uma sociedade pró-família. Hoje é totalmente diferente. Vivemos numa sociedade contra a família. Os tempos mudam, os desafios mudam, mas os pais cristãos precisam se apropriar dos princípios bíblicos de educação dos filhos, que são perenes.”

Uma das práticas mais antigas e pouco usadas nos dias atuais é o pedido de bênção aos pais. “Era uma tradição muito bonita que denotava respeito, honra, autoridade. Essa tradição se perdeu, devido, em minha opinião, à banalização da relação pais e filhos. Com a ideia de que os pais devem estar no mesmo nível de intimidade com os filhos, essa tradição foi afetada.”

Essa mudança na relação de pais e filhos citada por Bifano estaria deixando os pais com medo de perder o amor dos filhos ao ponto de cederem às suas vontades? O pastor explica o que acontece nesses casos.

“Muitas vezes o ceder à vontade dos filhos está ligado a um sentimento de culpa por parte dos pais. Devido à falta de tempo dos pais para com os filhos, muitas vezes cedem em coisas que não poderiam ceder, para compensar essa ausência física. Isso tem levado a uma geração que não sabe seus limites, que não sabe conviver com as limitações impostas pela vida, que não sabe viver com as frustrações que a vida impõe.”

Pais, não façam isso!

A Bíblia diz que os pais não devem irritar seus filhos. “Pais, não irriteis vossos filhos, para que eles não fiquem desanimados” (Cl 3:21). Gilson Bifano deixa algumas dicas práticas de atitudes e comportamentos que os pais devem evitar para não caírem nesse erro de irritar e desanimar o próprio filho, mesmo o amando.

– Gritar

– Não usar nem aceitar apelidos que sejam depreciativos, que afetem a autoestima

– Falar a mesma coisa sempre (em forma de ladainha)

– Dizer que “não”, mas sem dar explicações. É aquela história do “não porque não”

– Não prestar atenção no que o filho fala

– Pagar pelo erro cometido pelo irmão ou pela irmã

– Não respeitar seus espaços como, por exemplo, entrar no quarto sem pedir licença

– Ficar ligando para o celular o tempo todo para saber onde estão

– Chamar a atenção na frente dos amigos ou conhecidos

– Não respeitar os gostos dos filhos como, por exemplo, impor a compra de uma roupa que não é de seu agrado

– Permitir que participe de uma determinada festa com a condição de que um dos irmãos também participe

– Exagerar na dose do castigo

– Ser demasiadamente severo na disciplina

– Prometer algo, como um passeio, e não cumprir a promessa

– Ser demasiadamente inflexível quanto ao horário, sem tolerar pequenos atrasos

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