Guerra na Síria completa 8 anos

Foto: Natalia Sanch/a EL PAÍS

O saldo de mortes ultrapassa os 500 mil, além dos milhões de refugiados. A Igreja Perseguida se manteve no país devido a vários líderes cristãos que ficaram e encorajaram outros a fazer o mesmo.

O começo da guerra na Síria foi marcado por uma revolta armada em 15 de março de 2011. O conflito aconteceu foi após protestos pacíficos em Damasco e Deera serem reprimidos com violência pelas forças de segurança do governo. Depois disso, os protestos se transformaram em uma insurreição contra o regime de Bashar al-Assad.

O saldo de mortes nesses oito anos ultrapassa os 500 mil, além dos milhões de refugiados que provocam a maior crise humanitária já vista na história. Segundo a Anistia Internacional e da Organização das Nações Unidas, o conflito entre rebeldes e o governo de Bashar Al-Assad não tem previsão para terminar.

Desde o início do conflito, mais da metade dos sírios precisou deixar suas casas. As cidades destruídas obrigaram grande parte da população a se refugiar em outros países e campos da Organização das Nações Unidas (ONU). Nove em cada dez sírios residem em zonas de acolhimento em nações vizinhas.

Os refugiados sírios vivem em situação de extrema pobreza. Um levantamento da ONU mostrou que 80% dos refugiados sírios na Jordânia estão abaixo da linha da pobreza. No Líbano, a porcentagem é de 60%. As famílias vivem com menos de R$ 10 por dia. Os que continuam na Síria enfrentam a mesma situação.

Foto: Louai Beshara/AFP
A Igreja se mantem de pé

A guerra atingiu a comunidade cristã em cheio. Igrejas foram atacadas e muitos cristãos foram mortos, sequestrados ou simplesmente desapareceram, enquanto outros tiveram que fugir, deixando tudo para trás.

Nestes oito anos de guerra na Síria, para o mundo, parecia que a atividade da igreja ou mesmo a presença cristã no país não existia mais. “Eu lembro dos rumores sobre o fechamento da nossa igreja no começo da crise”, diz o pastor de 47 anos, Abdallah, que é pai de Camelia, 13, e Joseph, 11. A igreja que pastoreia é uma das várias em todo o país que tem trabalhado nos bastidores para servir a comunidade cristã.

O pastor testemunha que eles receberam muita ajuda emergencial através da Portas Abertas na Síria e a igreja estava aberta o tempo todo. “E até hoje recebemos ajuda”, explica o líder. Ele e sua esposa, Aghna, tiveram a oportunidade de sair da Síria quando a guerra começou, dois anos após eles terem assumido a igreja, em 2009. Mas juntos, eles entenderam que sua missão era fazer o que pudessem pela congregação. Por isso, permaneceram no país, assim como vários outros pastores e líderes cristãos do país.

Ao decidir ficar, eles se tornaram um sinal de esperança para seu povo. Ao ver o líder continuando seu trabalho, muitos membros foram encorajados a ficar também.

Foram várias situações difíceis que enfrentaram. Abadallah, por exemplo, não sabe o que aconteceu com três membros da igreja, que foram sequestrados pelos rebeldes por causa da fé cristã. “Até agora os homens são obrigados a ir para o exército e muitos fogem para outros países ou ficam escondidos em casa com depressão, o que deixa as mulheres sozinhas para trabalhar e criar os filhos”, disse.

Ajude a Síria

Em toda a Síria, igrejas foram apoiadas pela Missão Portas Abertas, através das doações de parceiros desde que a guerra começou, em 2011.

Muitas igrejas foram transformadas em Centros de Esperança. Elas puderam alimentar os famintos, vestir os necessitados, confortar os que choravam e compartilhar as boas novas com os perdidos.

A crise ainda não acabou. Milhões de sírios continuam deixando o país e indo se refugiar em países vizinhos, enquanto outros milhões estão deslocados dentro do próprio país. A Igreja Perseguida da Síria continua contando com você para ficar ao seu lado em tempos de guerra.

*Com informações de Portas Abertas e agência EFE


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