Gripe A: Há como se prevenir?

É no inverno que se agravam os problemas respiratórios, principalmente em crianças. Gripes, resfriados e reações alérgicas são comuns na estação, porém uma variação do vírus da gripe (Influenza) tem “atemorizado” a população. Trata-se do vírus Influenza A H1N1, ou gripe A, que causa uma síndrome gripal semelhante à gripe comum. Mas como se prevenir deste mal? A infectologista do Hospital Metropolitano, Lia Massini Canedo, diz para a população não entrar em pânico, sendo importante buscar orientação médica assim que surgir os sintomas da gripe: febre maior que 38ºC, dores de cabeça, dores musculares, dor de garganta, tosse seca e ardor nos olhos. “A via aérea não é o meio mais efetivo de transmissão do vírus, já que o mesmo é transmitido somente a um metro de distância. Um dos fatores mais importantes para que se instale o vírus é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos) e o contato de material ou mucosas contaminadas através da tosse ou espirro”.

A infectologista orientou que as pessoas evitem ambientes fechados, mantenha os filhos em casa – no caso de aparecimento de síndrome gripal -, e lave as mãos com mais frequência. “É necessário, também, informar ao médico habitual do paciente ou a um infectologista sobre os sintomas e procurar os prontos-socorros somente em casos de emergências”, explicou.

Lia esclarece que os médicos possuem a habilidade técnica para uma suspeita diagnóstica e acompanhamento dos pacientes. “Não há como fazer diagnóstico de confirmação de todos os quadros gripais. Temos que reconhecer as formas mais graves da doença para tratamento específico”.

No Hospital Metropolitano, Lia conta que a instituição já promoveu treinamento dos seus colaboradores. “Além disso, dispomos de três médicos infectologistas para discutir e orientar os casos em que haja necessidade de tratamento específico”.

Sobre a gripe A, a infectologista informa, ainda, que sempre ocorreram casos de gravidade/mortalidade na gripe comum, mas não eram divulgados ou mesmo não tinham diagnóstico confirmado. “Aparentemente a mortalidade não é diferente entre a gripe A H1N1 e gripe comum. Acho que estamos deixando de lado outras doenças, com mortalidade até maior do que a gripe A, para ficarmos discutindo somente esta pandemia”, argumentou.

Para uma boa recuperação, Lia indica uma boa alimentação, com a ingestão de líquidos e sintomáticos (antitérmico e analgésico), pois isso contribui para a recuperação do paciente. “Em qualquer quadro infeccioso, é extremamente importante uma boa alimentação e ingesta de líquidos. Nos casos em que os fatores de risco e sinais de alertas estão presentes está indicado o tratamento com oseltamivir – Tamiflu”, conclui.

Como prevenir a doença?
Orientações do Ministério da Saúde:

– Higienizar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz e após tossir, espirrar ou usar o banheiro;
– Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
– Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
– Indivíduos com síndrome gripal devem evitar entrar em contato com outras pessoas suscetíveis;
– Indivíduos com síndrome gripal devem evitar aglomerações e ambientes fechados;
– Manter os ambientes ventilados;
– Indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos.