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domingo, 23 junho 2024

Governo restringirá uso da água

“Cenário de alerta”. Essa é a situação que se encontra o Estado por conta do período de estiagem, declarada pelo Governo, ontem. Com isso, um conjunto de medidas serão tomadas, como restrição do uso da água para as áreas industrial e agropecuário, principalmente. De acordo com a Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) não vai haver restrições para consumo humano. Porém, foi recomendado que as prefeituras tomem providências para penalizar e proibir o desperdício.

O setor agropecuário recebeu restrições. As irrigações deverão ser reprogramadas ou passarem a ser feitas por sistema de rodízio, inclusive à noite. Outra recomendação foi a suspensão imediata da concessão de crédito agrícola para a implantação de novos sistemas de irrigação e a concessão de outorgas para utilização da água de rios. A exceção é apenas para o abastecimento humano. Tais atitudes estão sendo tomadas por conta do que vem sendo apontada a pior crise hídrica dos últimos 40 anos.

Todo Espírito Santo sofre por causa da estiagem, mas a situação na Grande Vitória é ainda pior, pois o nível dos rios que abastecem a região está em, no máximo, 14% do volume de água esperado para o período. Segundo informações, se não chover nas próximas semanas, poderá faltar água no carnaval, na Região Metropolitana, sendo que Guarapari, a parte continental de Vitória e Serra serão as mais prejudicadas. “É onde se concentra mais da metade da população estadual”, disse o diretor presidente da Agerh, Robson Monteiro.

Durante a agenda, não foram rejeitadas medidas mais severas para as próximas semanas, caso o cenário piorar e o volume dos rios voltarem a baixar ainda mais. Robson Monteiro disse que já estão sendo feitos estudos para utilização da água dos rios Reis Magos e Doce para abastecer a Grande Vitória.

O governador Paulo Hartung falou, ainda, que “estiagem prolongada é uma crise hídrica profunda. Uma das maiores nas últimas décadas. Situação grave e limite que requer atitudes do Poder Público. Não podemos deixar de seguir a legislação que prevê como prioridade o consumo humano e animal”.

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