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sexta-feira, 23 DE janeiro DE 2026

Governo chinês proíbe livros com palavras sobre religiões

Legenda foto: Palavras relacionadas a valores ocidentais ou ao cristianismo são retiradas de histórias de autores estrangeiros dos livros infantis chineses. Foto: Portas Abertas

O governo chinês proibiu palavras que tenham “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” em livros infantis. Elas estão relacionadas a religiões e valores ocidentais

De acordo com a agência de notícias Asia News, palavras como “Deus”, “Bíblia” e “Cristo” foram retiradas de livros para crianças das escolas primárias na China. Em uma tentativa de reduzir a adesão a religiões, em particular ao cristianismo, ou submetê-los a uma “sinização” forçada, essas palavras têm sido censuradas mesmo em histórias de autores estrangeiros.

No começo do ano, o governo, em parceria com editoras, publicou um livro para alunos do quinto ano. A obra contém quatro histórias de escritores estrangeiros e outros de autores clássicos chineses. De acordo com o Ministério da Educação Chinês, o livro espera oferecer aos alunos um entendimento de outras culturas.

Porém, as histórias foram manipuladas para atender a necessidade do partido de abafar qualquer referência religiosa.

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Alteração nos livros

Na história “A Pequena Vendedora de Fósforos”, de Hans Christian Andersen, em um certo ponto, é dito que: “Quando uma estrela cai, uma alma vai estar com Deus”. Na versão “chinesa”, com a alteração, ficou: “Quando uma estrela cai, uma pessoa deixa esse mundo”.

“Robinson Crusoe”, de Daniel Defoe, também sofreu censura. Náufrago em uma ilha isolada, o protagonista se empenha em recuperar três cópias da Bíblia dos restos do naufrágio. A nova versão elimina a palavra “Bíblia” e diz que Crusoe trabalhou para salvar “alguns livros” do navio destruído. Uma parte também foi eliminada da história “Vanka”, de Anton Chekhov, que fala sobre uma oração em uma igreja e a palavra “Cristo” foi removida de todas as partes.

Censura ao cristianismo

A censura de elementos da religião cristã também ocorre em outros níveis escolares. Nas universidades, há professores que condenam clássicos que contém palavras preocupantes à censura das religiões e os confiscam.

Isso inclue “O Conde de Montecristo”, de A. Dumas, “Ressurreição”, de Lev Tolstoy, “Notre-Dame de Paris”, de Victor Hugo. Tudo isso por conta das orientações dadas pelo presidente Xi Jinping, em 2015.

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Segundo ele, para essas religiões existirem na China devem “ser sinizadas”, se assimilando à cultura chinesa e se submetendo ao Partido Comunista. Essa “sinização” é obtida por meio da exaltação do patriotismo nacionalista e do desprezo às religiões estrangeiras, como o cristianismo.

Alguns sociólogos preveem que a China se torne o “maior país cristão no mundo” em 2030. Hoje o país só perde para os Estados Unidos e a Nigéria. Esse é o motivo pelo qual o governo faz campanha contra o cristianismo. Ao mesmo tempo, isso também age como um escudo para ideias como democracia, direitos humanos, justiça, e lei de direito.

Liberdade religiosa

Em julho, o relatório de liberdade religiosa, do Departamento de Estado dos EUA, apontou países onde o cristão não tem liberdade de exercer a sua fé. A China estava na lista dos dez países mais hostis ao cristianismo. O país também está inserido na lista mundial da perseguição 2019.

*Com informações de Asia News e Portas Abertas 

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