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terça-feira, 25 janeiro 2022

Governo nigeriano afirma que não há perseguição religiosa no país

Foto: Portas Abertas

O presidente Muhammadu Buhari diz que existe liberdade de culto. No entanto, grupos islâmicos expandiram as áreas de ataque no país nos últimos anos

Por Patricia Scott 

No último mês, mais de 60 cristãos foram sequestrados na Nigéria por homens armados. Dois foram mortos, somente no estado de Kaduna. No entanto, o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, apoia a decisão dos Estados Unidos de retirar a nação da lista de países que praticam intolerância religiosa. A Nigéria está entre os 10 países com o maior índice de perseguição aos cristãos, estando em 9º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021 elaborada por Portas Abertas.

A decisão de colocar a Nigéria na lista de Países de Preocupação Particular, por meio de estudos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, foi comemorada por muitos defensores da liberdade religiosa. Agora, a mudança de posicionamento do governo americano provocou sentimento de abandono nos cristãos nigerianos. Os cristãos enxergam os Estados Unidos, segundo Portas Abertas, como parceiros e consideram essa negação da realidade da perseguição muito preocupante e extremamente decepcionante.

Explosão de violência
Segundo Illia Djadi, da Portas Abertas, a situação na Nigéria só piorou. “Vimos uma explosão de violência em todo o país, desde a morte de generais do exército até o sequestro de líderes cristãos, mulheres e crianças em idade escolar. Ninguém mais está seguro”, ressalta. Vale destacar que muitos desses ataques seguem linhas religiosas e étnicas. As comunidades cristãs foram particularmente afetadas pela expansão e intensificação da violência.

Na Nigéria, para o presidente Buhari, não existe discriminação por causa da fé. Ele afirma que existe liberdade de culto no país. No entanto, grupos islâmicos, como o Boko Haram, expandiram as áreas de ataque no país nos últimos anos.

A comissão que aconselha o governo dos Estados Unidos sobre a liberdade religiosa internacional está espantada com a decisão. “A Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF, da sigla em inglês) considera inexplicável que o Departamento de Estado dos EUA não redesignou a Nigéria como um País de Preocupação Particular e tratou-o como um país sem violações graves da liberdade religiosa”, divulgou por meio de comunicado à imprensa.

 

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