A invasão ocorreu após o príncipe herdeiro condenar o ataque do Hamas ao território israelense no dia 7 de outubro e apelar por um acordo
Por Patricia Scott
No Bahrein, um pequeno país do Golfo Pérsico, os sites de dois ministérios do governo ficaram inacessíveis na noite de terça-feira (21) devido a um ataque cibernético. Isto porque, no dia 17 de novembro, o príncipe herdeiro do país, Hamad bin Isa al-Khalifa, expressou posicionamento a favor de Israel.
Ele condenou o Hamas pelo ataque em 7 de outubro a civis israelenses. Hamad apelou ainda para um acordo entre o grupo terrorista e Israel pelos reféns, como também pelo fim do derramamento de sangue.
Em comunicado oficial, as autoridades informaram que a invasão aos sistemas ocorreu em retaliação pelas “declarações anormais emitidas” pela família governante da ilha”. “O governo do Bahrein implementou uma estratégia e estrutura abrangentes de segurança cibernética para enfrentar tais ameaças”, informou ainda o comunicado, acrescentando também que “as operações governamentais não foram afetadas pelos ataques e há trabalhos em andamento para restaurar o acesso aos sites visados”.
No entanto, os ataques foram anunciados quando o governo israelense aprovou um acordo com o Hamas. O objetivo é garantir a libertação de cerca de 50 reféns, que foram sequestrados em Gaza durante o ataque terrorista.
Relações rompidas
No início do mês de novembro, o Bahrein chamou de volta o embaixador do país em Israel, além de suspender as relações econômicas com o governo israelense. A medida presenta apoio à causa palestina e ainda deixa claro a posição histórica em relação aos direitos legítimos do povo palestino.
“A continuação da guerra, das operações militares e a contínua escalada israelense à luz da falta de respeito pelo direito humanitário internacional levam o Conselho a exigir mais decisões e medidas que preservem as vidas de pessoas inocentes e civis em Gaza e em todas as áreas palestinas”, ressaltou o comunicado emitido pelo Conselho de Deputados do Bahrein, destacando ainda que o embaixador de Israel já havia deixado o país.
Cabe ressaltar que, em 2020, o Bahrein, assim como os Emirados Árabes Unidos, havia normalizado as relações com Israel por meio dos Acordos de Abraão, promovidos pelos Estados Unidos, que envolveram também Sudão e Marrocos. Assim, importantes parcerias comerciais foram firmadas entre esses países e Israel. Com informações The Times of Israel

