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sexta-feira, 19 agosto 2022

Governo da China confirma controle sobre educação de crianças em escolas

A ideia do governo chinês é ‘criar bons cidadãos por meio da educação patriótica’, diz a medida expedida junto com a lei que proíbe cultos pela Internet

Por Lilia Barros

Depois da lei que foi instituída em 1º de março proibindo os cultos e reuniões religiosas online e o compartilhamento de dados religiosos por redes sociais ou outra forma de comunicação, a China determinou novas medidas, desta vez para a escolas.

As novas medidas estabelecem como a linha de comando nas escolas primárias e secundárias deve ir direto para os escalões mais altos do Partido Comunista da China por meio de “células do partido” que serão estabelecidas em cada escola.

Embora o “Parecer sobre o Estabelecimento do Sistema de Responsabilidade Principal para a Liderança das Organizações Partidárias nas Escolas Primárias e Secundárias” seja um “ensaio” de acordo com o governo, ele deve ser implementado com efeito imediato.

Os administradores das escolas se reportarão diretamente ao Partido Comunista da China sob novas regras, publicadas pelo governo.

As ‘células’ são responsáveis pela supervisão das escolas, incluindo a definição de direção e contratação de professores e diretores. Eles fazem isso aderindo à orientação do pensamento de Xi Jinping sobre o socialismo com características chinesas, bem como implementando o programa do Partido Comunista.

“Isso realmente se encaixa em um padrão de longa data de educação ‘patriótica’, ou ‘doutrinação’, que estamos vendo”, disse um analista de perseguição da Portas Abertas.

Os estudantes na China não vão à escola para se prepararem para carreiras futuras, mas para serem educados “para o Partido e para o País”, conforme rege o documento, que deve ser colocado em prática imediatamente.

Outro exemplo de como o governo da China visa “modelar cidadãos desde a pré-escola” é o plano “As crianças falam em uníssono” que foi introduzido em julho do ano passado. O plano visa tornar o ensino de chinês mandarim obrigatório nas pré-escolas, particularmente nas áreas étnicas e rurais onde as línguas minoritárias são faladas. Nessas áreas – assim como em todo o país – a prática do cristianismo é desestimulada e existem fortes sanções ao cidadão que se declara cristão publicamente.

A forma contundente e determinada demonstradas pelo governo chinês em desmantelar os direitos das minorias indica que a China não quer nada menos do que mudar a forma institucional de um estado de muitas nacionalidades para uma nação que consiste essencialmente em um povo.

A China ocupa o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022, que classifica os 50 países onde é mais difícil viver como cristão. Embora estivesse na mesma posição no ranking do ano passado, “houve uma deterioração ainda maior na liberdade dos cristãos devido à ênfase cada vez mais forte do Estado na ideologia comunista”, disseram os pesquisadores.

Com informações Portas Abertas

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