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domingo, 23 junho 2024

Games: cuidados para não colocar a fé em jogo

O uso excessivo dos games pode levar a frustração, depressão, isolamento social e afastamento da comunhão com Deus. Foto: Freepick

Jogos online, pelo computador, no celular ou vídeo game. Seja qual for a plataforma, é preciso cuidar para diversão não virar idolatria.

Por Cristiano Stefenoni

Gosta de jogar vídeo game? Já jogou antes? Se a sua resposta for sim, saiba que você faz parte dos 74,5% dos brasileiros – cerca de 159 milhões de pessoas – que são adeptos aos jogos eletrônicos, um mercado que movimenta R$ 12 bilhões ao ano no país e US$ 219 bilhões em todo o mundo, segundo dados da Pesquisa Game Brasil 2022. Porém, aquilo que é uma diversão, pode acabar levando o crente para bem longe de Deus. Mas como prevenir isso?

O uso excessivo dos games pode afetar a pessoa de uma forma geral. Um estudo da Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, mostrou que 28,17% dos usuários de jogos eletrônicos se enquadram nos critérios de Transtorno de Jogo pela Internet (TJI).

Isso pode desencadear problemas como depressão, transtorno bipolar, déficit de atenção, hiperatividade, além de obesidade, síndrome do olho seco, problemas de audição e postura inadequada, dores nas articulações e na cabeça, má postura, alterações no sono e estresse. E pior: pode levar a um desinteresse das coisas sagradas, de estudar a Bíblia e orar, ir à igreja, entre outros.

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De acordo com o engenheiro de dados, Salatiel Bairros, especialista em inteligência artificial, o primeiro cuidado que se deve ter é com relação ao tempo de uso dos games, seja ele em que plataforma estiver.

“Qualquer tecnologia usada excessivamente pode fazer a pessoa perder o convívio social. Muitos jogos são feitos com a ideia da recompensa, para te viciar, fazer você sentir que está avançando nas coisas. Essa é uma forma de criar fidelidade, semelhante ao que é utilizado por cartões de crédito”, explica o especialista.

Para Salatiel, é preciso estar atento para não deixar os games assumirem o primeiro lugar em sua vida. “Calvino dizia que o coração do homem é uma fábrica de ídolos. Deus não é contra o entretenimento, mas os games podem, sim, facilmente tomar o lugar de sua devoção pessoal, de sua comunhão com a igreja, e dependendo do conteúdo, te expor ao pecado com nudez explícita e violência”, alerta.

Outro ponto abordado pelo especialista é quanto aos títulos dos games escolhidos para jogar. “Da mesma forma que não podemos assistir a qualquer filme, também não devemos jogar qualquer jogo. É preciso ter um filtro”, orienta Salatiel.

Já os jogos online merecem uma atenção especial, principalmente se as partidas forem jogadas com desconhecidos. “Os pais devem estar muito atentos com quem os filhos jogam, com quem interagem e o que fazem. Seria mais interessante jogar com quem se conhece”, sugere.

Para quem tem criança em casa, é preciso cuidado redobrado. Apesar de existir software de controle de conteúdo, o especialista explica que o diálogo, o monitoramento e o exemplo são as melhores alternativas.

“É preciso ter limite de tempo de uso do game, de exposição de tela, do tipo de conteúdo que os filhos estão consumindo, saber com quem estão jogando. E é preciso ser exemplo. Não adianta o pai proibir o vídeo game e passar o dia inteiro no Instagram. É incoerente. Muitas vezes jogar junto, participar, pode ser uma forma de criar vínculo com seus filhos”, afirma.

Cuidados que o crente deve ter com o mundo dos games

  • Estipule o temo de uso. É preciso ter cuidado para não passar tempo demais em frente a uma tela jogando games. Então, estipule dias e horários para isso.
  • De olho no conteúdo. Fique atento aos conteúdos dos games jogados. Alguns podem ter alta exposição a nudez, sensualidade e violência.
  • Não abra mão das prioridades. O horário de ir à igreja, a escola e ao trabalho são insubstituíveis. Jamais abra mão dos compromissos para ficar jogando.
  • Invista na realidade. Entretenimento digital é bom. Mas o convívio social é fundamental para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Então, não abra mão de sair, passear, se divertir fora das telas.
  • Atenção redobrada ao online. Os pais devem ter uma atenção especial em relação aos jogos online, com quem os filhos estão interagindo, se são pessoas conhecidas do círculo familiar, o tipo de jogo, o que se fala e se faz nas partidas.
  • Seja exemplo. Não adianta cobrar limites aos filhos em relação aos games, se os próprios pais vivem grudados nas redes sociais. É preciso ser exemplo e procurar passar mais tempo em família. Aliás, jogar vídeo game juntos pode ser uma boa opção para criar vínculos.

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