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sábado, 2 julho 2022

Fundador do Portas Abertas fala dos novos desafios para a igreja

irmão André
Foto: Reprodução

Conhecido também como o contrabandista de Deus, irmão André, que hoje completa 93 anos, aponta novos desafios para a igreja global: “Todos somos chamados a realizar a obra de Deus”

Hoje, 11 de maio, Irmão André, fundador da missão Portas Abertas e virou destaque no mundo pela ousadia em dizer sim ao chamado de Jesus, completa 93 anos. Anne van der Bijl, nome de batismo, nasceu em Witte, na Holanda. Ele se tornou um pioneiro na missão de levar Bíblias e esperança aos cristãos que vivem em países fechados para o evangelho.

Sua conversão aconteceu em 1950 e, cinco anos depois, passou a rodar pelos países comunistas com um fusca azul abarrotado de Bíblias para entregar aos cristãos locais.

“Hoje ainda procuro meus irmãos e irmãs do mundo inteiro que sofrem por causa da fé — não só porque eles precisam de mim, mas porque eu preciso deles. Todos fazemos parte da mesma fraternidade de cristãos, que a Bíblia chama de corpo de Cristo. Precisamos uns dos outros. Todos somos chamados a realizar a obra de Deus — juntos”, explica.

Hoje, o irmão André vive na Holanda sob os cuidados dos cinco filhos e 11 netos. E a Portas Abertas está presente em mais de 60 países fortalecendo a Igreja Perseguida por meio de projetos que envolvem distribuição de Bíblias e literatura cristã, treinamentos, ajuda socioeconômica e ações institucionais (consultoria jurídica, pesquisa e presença).

Coração missionário

O despertamento do Irmão André para o mundo muçulmano aconteceu quando um pastor do Irã o convidou para visitar o país, após uma conferência, no fim da década de 1970. O fundador da Portas Abertas achava que não havia igrejas em países islâmicos.

O Irmão André já visitou 125 países e registrou mais de um milhão de milhas em suas viagens para pregar e conhecer pessoas necessitadas. Durante essas viagens, foi preso três vezes e nunca teve uma Bíblia confiscada. “Quando vemos qualquer grupo religioso ou político ou uma nação como inimigos, o amor de Deus não pode nos alcançar e nos chamar a fazer algo a respeito”, diz.

Fortalecendo a igreja

Segundo o Irmão André, o medo e a postura que os cristãos tiveram em relação à União Soviética fizeram com que as pessoas fossem vistas como “terríveis e perversos comunistas”. Esse sentimento os levou a serem vistos como inimigos e adiou por tanto tempo a queda do sistema. Quando, na verdade, o único inimigo dos cristãos é o diabo.

“Hoje, muitos de nós imaginamos os muçulmanos como inimigos. São todos terroristas que sequestram nossos aviões, explodem nossas embaixadas e tomam pessoas inocentes como reféns. Isso não é falso, mas enquanto os enxergarmos dessa forma não será possível levar o evangelho a eles. Deus não pode nos usar assim”, finaliza.

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