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sábado, 19 junho 2021

“Fui reprovada para adoção por ser cristã”, afirma missionária

A missionária Juliana Ferron fez um desabafo em sua conta no instagram alegando que foi reprovada para adotar uma criança por conta de suas crenças religiosas

Por Priscilla Cerqueira

Em Passo Fundo (RS), uma missionária foi impedida de avançar no processo de adoção de uma criança. Juliana Ferron, que é teóloga, foi considerada desabilitada para iniciar o processo de adoção pela Vara da Infância e Juventude na cidade por conta de suas crenças religiosas.

Juliana Ferron relatou sua experiência em sua conta no instagram no domingo, 23. Caso tem mobilizado lideranças cristãs. Veja o depoimento da missionária. A teóloga recebeu o documento em formato PDF, através do WhatsApp, informando que ela havia sido reprovada para ingressar no Sistema Nacional de Adoção.

“Nessa sentença, eu fui reprovada pela justiça dos homens a ser mãe adotiva porque eu tenho crenças religiosas, ou seja, porque eu sou cristã. Segundo eles, essa criança pode ser criada debaixo de preconceito caso seja homossexual — foi isso o que eu entendi”, disse Juliana.

Testemunho e desabafo

A missionária é autora do livro ‘Cansei de ser Gay’. Na obra ela compartilha sua transformação de vida após se entregar a Cristo, depois de 12 anos como homossexual, sendo que dois deles como transgênero.

Os responsáveis pela avaliação usaram o próprio testemunho dela para impedi-la de seguir no processo de adoção: “As justificativas foram que eu possuo crenças religiosas que me desqualificam, me descredenciam, para criar uma criança adequadamente”, relatou Juliana.

“A criança pode ser criada abaixo de preconceito por conta das minhas crenças religiosas. Nessa sentença eu fui reprovada pela Justiça dos homens, a ser mãe adotiva, porque eu tenho crenças religiosas. Ou seja, porque eu sou cristã”, acrescentou, expressando indignação.

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