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domingo, 14 agosto 2022

Fome aumenta no mundo pelo terceiro ano consecutivo

Foto: Reprodução

Relatório da ONU aponta cerca de 821 milhões de pessoas passando fome no planeta, a maior parte delas estão na Ásia e na África.

Pelo terceiro ano consecutivo, aumentou o número de pessoas com fome no mundo, segundo o último relatório sobre a Segurança Alimentar e Nutrição da Organização das Nações Unidas (ONU). O levantamento foi divulgado esta terça-feira (11), com base nas pesquisas feitas em relação ao ano de 2017. Estima-se que cerca de 821 milhões de pessoas no mundo não têm o que comer.

No Brasil, os números apontam que mais de 5,2 milhões de pessoas passaram um dia ou mais sem consumir alimentos ao longo do ano passado, o que corresponde a 2,5% da população.

“A variabilidade do clima, que afeta os padrões da chuva e as estações, bem como extremos climáticos como secas e inundações, estão entre as principais causas do aumento da fome, além dos conflitos e abrandamentos econômicos”, considera Cindy Holleman, editora do relatório da ONU.

Em números totais, uma em cada nove pessoas passa fome, com 515 milhões na Ásia, 256,5 milhões em África e 39 milhões na América Latina e Caribe.

Segundo a ONU, há cerca de 515 milhões de subnutridos na Ásia, 256,5 milhões na África e 39 milhões na América Latina e Caribe.

Apesar de a erradicação da fome ser um dos objetivos da ONU para ser atingido até 2030, “há sinais alarmantes do aumento da insegurança alimentar e diversas formas de má alimentação”, desde a obesidade nos adultos aos atrasos de crescimento nas crianças.

Cerca de 672 milhões de adultos, ou 13% do total, são obesos e 38,3 milhões de crianças com menos de cinco anos também. A obesidade é mais sentida na América do Norte, mas também está a aumentar na África e na Ásia, onde coexiste com a subnutrição. Nestas regiões, a comida nutritiva é mais cara, um dos fatores que contribui para a obesidade.

Em contraste, mais de 200 milhões de crianças (29,7%) têm peso ou altura a menos para a idade. Além disso, é “vergonhoso” que um terço das mulheres em idade reprodutiva esteja anêmica, o que reflete nelas próprias e nas crianças.

*Com informações do UOL


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