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segunda-feira, 16 DE fevereiro DE 2026
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Fingir ser feliz é pior que estar triste

Estudo revela que tentar ser o que não é traz uma série de malefícios à saúde

Por Cristiano Stefenoni

A rede social se tornou um mundo de fantasia. É grande a quantidade pessoas que postam fotos e vídeos de momentos incríveis, mas que, na vida é real, a situação é completamente diferente. O que pouca gente imagina, é que esse hábito de fingir o que não é pode ser muito prejudicial à saúde, segundo um estudo publicado no Academy of Management Journal.

Os dados revelaram que trabalhadores que tentaram fingir emoções e seguir em frente relataram piora do estado emocional com o passar do tempo. Reprimir os sentimentos traz uma série de malefícios para a mente e o corpo como depressão, ansiedade, pressão alta, cansaço, dor de cabeça, prisão de ventre, entre outros problemas.

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E não apenas isso. De acordo com outro estudo publicado em um artigo no Journal of Experimental Social Psychology, simplesmente sorrir e ter uma atitude positiva como se isso fosse influenciar a vida pessoal, pode dar um efeito reverso.

“Não é o ato de sorrir em si que aumenta a felicidade ou o bem-estar, mas a interpretação do sorriso como um reflexo de felicidade que tem mais peso”, afirma a publicação. Em outras palavras, dizer que “está feliz porque sorri” é bem diferente de “sorrio porque sou feliz”, ressalta a pesquisa.

O estudo mostrou outras frases prejudiciais e que escondem a realidade como “Sou invencível, nada me machuca”, “Minha vida é perfeita”, “Amo minha aparência e gosto de me esforçar para melhorar minha aparência”.

Outra pesquisa interessante realizada com usuários do Facebook identificou que, apesar de algumas pessoas realmente estarem felizes na hora de postar alguma coisa, não significa que a vida da pessoa seja um mar de rosas.

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“Enquanto se esconde por trás de uma máscara sorridente no Facebook, alguém pode ainda se sentir feliz. Essa felicidade, no entanto, pode não estar enraizada no apoio social significativo fornecido pelos amigos do Facebook”, explica o psicólogo Junghyun Kim, o autor principal do estudo.

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