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sexta-feira, 21 janeiro 2022

Finados: o que a Bíblia ensina sobre a morte e a vida eterna

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Dia-de-Finados

Para os mortos salvos em Cristo há a promessa da ressurreição, e aos perdidos a condenação eterna

Por Adilson Neves

Anualmente, no dia 2 de novembro, comemoramos o Finados, e não há nenhum pecado em lembrar dos mortos até porque a Bíblia aborda essa questão de maneira muito didática, ensinando de que para os mortos salvos em Cristo há a promessa da ressurreição, e aos perdidos a condenação eterna.

É claro que nada nos impede de sentir saudade do ente querido que se foi e isso é um sentimento absolutamente humano e louvável.

Há uma passagem bíblica, no Antigo Testamento, em Salmos 146:2-4 que é muito explicativa e importante se faz reproduzir: “Louvarei ao Senhor por toda a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto eu viver. Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar. Quando o espírito deles se vai, voltam ao pó; naquele mesmo dia acabam-se os seus planos.”

Aqui percebemos a clareza de que após a morte física, o espírito volta a Deus e o corpo volta ao pó e confirma outro texto da Bíblia em Eclesiastes 12:7: “e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu”.

O próprio Jesus na parábola do Lazaro e o Rico esclarece esse ponto quando o rico, em sofrimento, pede para que mandem alguém pregar para os seus parentes e o próprio Cristo afirma que eles tinham os profetas e as escrituras para mostrar a verdade.  E Jesus contou sobre a situação dos mortos no evangelho de Lucas 16.19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: que há consciência após a morte; existe sofrimento e existe bem-estar; não existe comunicação de mortos com os vivos; a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Apocalipse 14.13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mateus 7.13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair.

Portanto, a Bíblia fala apenas de dois lugares: céu e inferno. Jesus ensinou a existência de apenas dois lugares. Falou do céu em João 14.2-3 e falou do inferno em Mateus 25.41.

E o escrito na parte inicial do versículo 27 do capitulo 27 do livro dos Hebreus 9:27 que diz: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” […], estando claro de que não é possível interferir na vida após a morte, pois depois disso vem o juízo; e neste caso, é inútil orar por alguém que esteja morto.

O Finados para os evangélicos é um dia de celebrar a vida eterna em Cristo porque a morte não é um fim, nem significa perder; mas, ganhar. Jesus afirmou que no céu não haverá nem choro, nem dor, nem lágrimas; mas, uma vida sem sofrimentos e como um marco da vitória que o próprio Jesus promoveu e gerou na cruz do Calvário e na sua própria ressurreição.

Cristo, ele mesmo, nos deixou uma mensagem muito explicita em Mateus 8:22: “Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.”, porque o seu legado de destino é: “eu sou o pão e a água da vida, quem comer e beber de mim jamais terá fome e sede”; e acrescentou a este legado uma promessa maravilhosa no evangelho de João 14:1-4: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.”

Adilson Neves é pastor, consultor em Gestão Estratégica, palestrante e professor, atual cônsul da Republica de Moçambique no Espirito Santo e Paraná

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