O cristão pode aproveitar essa época do ano para oferecer a Deus uma oferta especial de gratidão pelas bênçãos recebidas, mesmo em meio a tantas dificuldades
Por Cristiano Stefenoni
É comum nessa época do ano, além do dízimo e das ofertas, o cristão oferecer a Deus uma oferta especial de gratidão pelas bênçãos recebidas, mesmo em meio a tantas dificuldades. Mas muitos não sabem como fazer isso ou, até mesmo, têm dúvidas sobre essa prática. O fato é que a Bíblia cita o gesto de ofertar como forma de agradecer desde o início da história humana.
De acordo com o pastor Maiquel da Silva Nunes, que é mestre em Teologia Aplicada, a Palavra de Deus está repleta de exemplos que identificam o ato de ofertar como símbolo de gratidão. “Logo no início da Bíblia encontramos Abel e Caim levando ofertas ao Senhor (Gn. 4). Também temos Abraão devolvendo os dízimos e entregando as ofertas (Gn. 14). Sem falar de Isaque, Jacó e tanto outros personagens. Um exemplo que chama a atenção na Bíblia é a famosa viúva pobre que resolveu dar tudo o que tinha como oferta a Deus (Marcos 12:41-44)”, lembra.
Ele explica que o ato de agradecer vai muito além de reconhecer a presença de Deus em nossas vidas, mas é mostrar ao Senhor que estamos atentos a sua ação em nosso favor diariamente. “Ser grato é reconhecer que Deus me vê o tempo todo, e mais do que isso, Ele me abençoa. Portanto, expressar isso de alguma forma é muito importante, pois evidencia que estou atento ao Deus que me vê”, justifica.
Contudo, pastor Maiquel enfatiza que o princípio básico da oferta de gratidão não tem a ver com valores, mas sim com a sinceridade do coração. “Ao buscar separar uma oferta especial ao final de um ano é importante levar em consideração o princípio deixado por Paulo em 2 Co. 9:7, ou seja, não devemos ofertar com tristeza, mas com a máxima alegria. Com certeza cada um de nós viveu experiências incríveis e até livramentos miraculosos nesse ano que passou. É hora de agradecer com intensidade”, incentiva.
Além disso, o pastor diz que ofertas de gratidão devem ser planejadas. “Normalmente, recebemos valores extras ao fim de um ano. Aproveite esse momento para separar uma oferta de gratidão. Não gaste tudo com presentes e comidas que irão desaparecer rapidamente. Permita que os recursos que o Senhor entregou voltem a Ele por meio da oferta de gratidão”, orienta.
Outro ponto importante apontado por ele, é que a oferta de gratidão não se limita apenas aos membros da igreja. Caso alguém sinta no coração o desejo de fazê-la, a liderança precisa estar preparada para orientar essa pessoa sobre como exercer seu ato diante de Deus.
“Mesmo sem pertencer a uma denominação religiosa é possível entregar uma oferta financeira e também unir-se a um projeto especial de ajuda humanitária. Não há limites para a gratidão. O que não pode acontecer é permitirmos que nosso egoísmo fale mais alto que um coração grato”, afirma Nunes.
Caso o ofertante queira agradecer a Deus de forma especial, mas esteja sem recurso para isso, o pastor Maiquel lembra que há outras formas de honrar ao Senhor. “É claro que além do recurso financeiro também podemos pensar em outras formas de ser grato, como por exemplo, dedicar tempo e habilidade a um projeto especial que beneficie alguém. Usando a criatividade e a boa vontade podemos ser grandes fontes de bênção a quem nos rodeia”, finaliza.


