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quarta-feira, 6 julho 2022

Filme polêmico envolvendo apologia à pedofilia é suspenso pela Justiça

Um caminho perigosíssimo de apologia à pedofilia e ao abuso infanto-juvenil. Justiça proibiu a exibição do filme “Como se tornar o pior aluno da escola”

Por Lilia Barros

Depois de causar polêmica no meio cristão e religioso e movimentar autoridades políticas, o filme “Como se tornar o pior aluno da escola” está com sua exibição proibida. O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou que a Netflix e outras plataformas de streaming deixem de exibir o filme, baseado no livro homônimo de Danilo Gentili. Em medida cautelar publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (15), a Pasta determina multa diária de R$ 50 mil às plataformas que não retirarem a obra de seus catálogos. Além da Netflix, foram citados na portaria YouTube, Globoplay, Amazon Prime Video e Apple TV.

A pastora e terapeuta familiar Anna Elisa, entende que crianças e adolescentes devem ser protegidos de todo tipo de exposição a conteúdo sexual/pornográfico e devem ser monitorados pelos pais ou outros responsáveis. Ela ressalta que isso também reforça a importância da educação sexual na igreja, em casa e na escola para tratar de temas sobre como nos guardar, como cuidar do nosso corpo para que não seja violado sem nosso consentimento; o que não tem nada a ver com a ensinar a fazer sexo.

 

“Nessa idade, o cérebro não está completamente amadurecido e a exposição a tais imagens podem trazer uma série de consequências danosas que vão desde a confusão entre o que é aceitável, amoroso e respeitoso na relação com os adultos (e portanto, um caminho perigosíssimo para relações de pedofilia) até o acionamento dos mecanismos de recompensa fácil no que tange ao prazer. Isso porque, num primeiro momento momento, a cena pode causar repugnância. Mas, a repetição da exposição a esse tipo de conteúdo pode gerar o aguçar da curiosidade em consumir conteúdo impróprio, e, em última instância, compulsão”, afirma a terapeuta.

No filme, que pretendia ser uma comédia, o trecho que chocou é o de um personagem tentando convencer dois adolescentes a fazerem sexo com ele mas os menores de idade fogem do homem após o convite. A determinação do Ministério foi comemorada pelo ministro da Pasta, Anderson Torres, nas redes sociais. Como justificativa para a medida, consta “necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. A classificação indicativa do filme é 14 anos, apesar de o livro que deu origem à obra ser recomendado para maiores de idade.

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