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terça-feira, 17 DE fevereiro DE 2026
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Filho de peixe nem sempre é peixinho

Como filhos evangélicos devem agir em relação aos pais que não têm religião

Por Cristiano Stefenoni

O relacionamento familiar nem sempre é fácil. Mas pode ser ainda mais difícil quando os filhos são cristãos, e os pais, não. Isso porque o estilo de vida de um pode conflitar com do outro. Nessas horas é importante ser fiel a Deus, porém, sem faltar com o respeito ao pai e a mãe. E muitos conflitos podem ser evitados se os conselhos bíblicos forem seguidos.

O pastor Édson de Oliveira Pinto – que é doutor em Psicologia, psicanalista especialista em Terapia Familiar, Saúde da Família e em Neurociência – lembra que a Bíblia nos orienta a respeitarmos os nossos pais independentemente das crenças deles.

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“É muito importante deixar claro que o mandamento nos pede que honremos aos nossos pais. Essa postura traz para nós bênçãos, conforme a promessa feita por Deus. A Bíblia não ensina em lugar algum que nos rebelemos ou declaremos guerra a nossos pais, ainda que eles estejam equivocados em seus conceitos e práticas”, afirma.

Segundo o pastor, a harmonia dentro do lar dependerá mais da estrutura emocional de seus membros do que, necessariamente, da religião de alguém.

“Nos casos de relacionamentos baseados em respeito e amor, não haverá dificuldade. As famílias mais inteligentes e menos preconceituosas entenderão que os princípios cristãos são uma proteção para os filhos e para o casal, logo, entenderão a necessidade de apoiar tais princípios”, ressalta.

Outro ponto importante destacado pelo pastor Edson é quanto ao exemplo que os filhos cristãos devem dar aos seus pais.

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“O segredo está na oração e no interesse em contribuir com os afazeres do lar, em se dedicar mais aos estudos, enfim, essas pequenas coisas vão tocando o coração da família, mostrando que a conversão desse filho redundou em benefícios para a pessoa e por extensão a toda família”, afirma.

Além disso, é fundamental que o filho nunca tente forçar a barra em querer pregar aos membros da casa.

“Quando um filho se converte, sente uma necessidade muito grande de levar as boas novas aos que vivem em seu lar. No entanto, sobra vontade e falta conhecimento metodológico para isso. Algumas vezes, essa insistência é tão intensa que ao invés de atrair essa família para mais perto de Cristo, termina por afastá-la”, alerta o pastor.

Sobre a questão de receber conselhos de pais que não são crentes, o pastor orienta aos filhos a ouvirem com respeito.

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“Os conselhos que eles dão se baseiam em suas vivências e experiências. O fato dos pais não serem cristãos, não desmerece o amor e conselhos que transmitem aos filhos. Cabe aos filhos escutarem com atenção, avaliar e ajustar à realidade para que possam tomar boas decisões”, orienta.

Caso o filho tome a decisão de se batizar, é fundamental conversar com os pais, principalmente, se forem menor de idade.

“O ideal é que quando um membro de uma família decidisse pelo batismo, houvesse uma comunicação, um convite para apreciar a cerimônia e até mesmo um apelo para que os pais aceitassem o batismo também. Nos casos em que o batismo envolva crianças e adolescentes, o batizado deveria ocorrer com a permissão dos pais”, explica o pastor.

Dicas para filhos cristãos que têm pais sem religião

  • Respeite sempre seus pais. Honrá-los é um mandamento de Deus, independentemente das crenças deles.
  • Seja um exemplo. Mostre que aceitar a Jesus mudou você para melhor. Dedique-se aos estudos, ajude nas tarefas de casa, trate todos da família bem.
  • Não force a barra. Tudo tem o seu tempo e a maneira correta de evangelizar. Aprenda mais sobre a Bíblia e as metodologias de ensino da Palavra.
  • Ore sempre. Seus pais devem estar sempre em suas orações. É o Espírito Santo que converte um coração, não você.
  • Ouça sempre. Não negligencie os conselhos dos seus pais só porque eles não são da igreja. Eles te amam e querem o seu melhor, portanto, ouça com respeito e atenção.
  • Comunique sua decisão. Caso deseje se batizar, é importante informar aos pais e até convidá-los para a cerimônia. Se o batizando for menor de idade, a igreja precisa consultar a opinião de seus tutores.

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