Fiel até a morte

Esperança renovada: cerca que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul. No lado sul-coreano, as pessoas colocam fitas com palavras de encorajamento e orações. Foto: Portas Abertas

No país mais fechado ao evangelho existem mais de 300 mil cristãos que enfrentam as mais severas perseguições e punições. Mas os norte coreanos permanecem fiéis

… e Eu lhe darei a coroa da vida (Ap.2.10b) Muitos cristãos norte-coreanos que enfrentam a perseguição, prisão, fome, tortura e morte, têm nesse versículo sua maior fonte de esperança

E também é o tema do Domingo da Igreja Perseguida (DIP), evento promovido pela Portas Abertas e que acontece no próximo domingo (16), em mais de 10 mil igrejas brasileiras.

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) é um movimento nacional de oração em favor dos cristãos perseguidos idealizado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas. Atualmente, estima-se que mais de 245 milhões de cristãos enfrentam algum tipo de perseguição.

O DIP acontece no Brasil desde 1988, e tem como objetivo servir os cristãos perseguidos por meio da oração e contribuição para fortalecê-los em meio a adversidades, além de conscientizar a igreja brasileira a respeito da perseguição aos cristãos.

Milhares de igrejas do Brasil participam do DIP por entenderem que um dos papéis fundamentais que exercemos como igreja em um país livre é interceder constantemente por nossos irmãos, que não desfrutam da mesma liberdade.

Em 2019, o DIP acontecerá no dia 16 de junho, e o nosso clamor e ação será em favor dos cristãos perseguidos da Coreia do Norte, país mais fechado para o evangelho.

COREIA DO NORTE

O país escolhido como tema do DIP 2019 é a Coreia do Norte, 1° colocado na Lista Mundial da Perseguição 2019. A Coreia do Norte tem sido assunto mundial nos últimos meses, principalmente pelo fato do seu líder Kim Jong-un parecer estar mais flexível em alguns aspectos referentes ao país. Porém, no que se refere à liberdade de religião, a Coreia do Norte está longe de mostrar alguma abertura.

A pressão sobre os cristãos acontece em um nível extremo e afeta todas as esferas da vida. Para os norte-coreanos, ser cristão requer manter esse segredo bem protegido, não só das autoridades, mas também de amigos, vizinhos e até mesmo de suas próprias famílias.

Sendo um país tão repressivo, torna-se impossível realizar qualquer tipo de atividade que mostre vida ativa da igreja, logo, reuniões entre cristãos acontecem de forma secreta, sem levantar qualquer tipo de suspeita das autoridades, já que qualquer pessoa engajada em atividades religiosas clandestinas é submetida à discriminação, prisão, detenção em campos de trabalhos forçados, desaparecimento, tortura e execução pública, juntamente com sua família.

Veja (Fome, fuga e prisão na Coréia do Norte)

*Com informações de Portas Abertas


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