Ainda sem cura, afeta majoritariamente as pessoas acima de 65 anos, impactando a linguagem, a memória e a percepção de mundo
Por Patricia Scott
Dados da Alzheimer’s Disease International apontam que, até 2030, o número de pessoas com Alzheimer poderá chegar a 74,7 milhões, ao redor do mundo. E em 2050, atingir 131,5 milhões devido ao envelhecimento da população. Segundo a instituição, esse cenário mostra que a doença caracteriza uma crise global de saúde que deve ser enfrentada.
Assim, a campanha Fevereiro Roxo conscientiza sobre o Alzheimer, doença neurodegenerativa que ainda não tem cura. No entanto, existem opções de tratamento: medicamentos (disponíveis nas farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular, podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.
“A sua origem é associada a diversos fatores de risco, configurando-a como uma doença multifatorial. Esses fatores incluem baixa escolaridade, perda auditiva, diabetes mellitus, hipertensão arterial, tabagismo, alcoolismo, cardiopatias, depressão, entre outros”, explica o Dr. Maurício Lobato, neurologista do AME Itu, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
De acordo com o médico, há ainda os casos genéticos, em que o Alzheimer pode ser desencadeado por mutações que aumentam o risco da doença, como é o caso de modificações no gene APOE4. “Essas mutações estão associadas a um aumento significativo na probabilidade de desenvolver a condição, e, atualmente, ainda não existe terapia genética disponível para interferir nesse processo”.
Doença neurodegenerativa
De toda forma, independentemente dos fatores envolvidos para o seu aparecimento, é essencial permanecer atento aos primeiros sinais, que, mesmo sutis e comuns, podem indicar a presença da doença. “Esquecimentos recorrentes para eventos recentes, períodos de desorientação, perda de linguagem, sintomas depressivos e alterações do sono são sinais precoces que requerem atenção, por mais que não pareçam”, enfatiza Lobato.
Em situações como essas, o médico recomenda, acima de tudo, a busca por orientações médicas. Ele também indica uma avaliação neurológica para confirmar o diagnóstico e iniciar estratégias clínicas, que tenham o objetivo de minimizar o risco de uma progressão acelerada do quadro clínico.
No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, 21 de setembro, está instituído pela Lei nº 11.736/2008. Estima-se que existam 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 60 anos de idade, impactando a memória, a linguagem e a percepção do mundo, conforme explicação do Ministério da Saúde. Desse modo, ela provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor do paciente.
De acordo com o Ministério da Saúde:
Os sintomas podem ser divididos em três “fases”
- Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças)
- Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir
- Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene
10 sinais de alerta para o Alzheimer
- Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho
- Dificuldade para realizar tarefas habituais
- Dificuldade para comunicar-se
- Desorientação no tempo e no espaço
- Diminuição da capacidade de juízo e de crítica
- Dificuldade de raciocínio
- Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente
- Alterações frequentes do humor e do comportamento
- Mudanças na personalidade
- Perda da iniciativa para fazer as coisas
6 dicas de prevenção da doença
- Tenha uma vida ativa e com objetivos
- Pratique atividade física regular por pelo menos por 150 minutos por semana
- Controle os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes
- Procure estudar e adquirir conhecimento
- Trabalhe sua capacidade de concentração
- Durma bem
Vale destacar que Comunhão divulgou o livro “Mantenha vivo o amor enquanto as memórias se apagam”, da Mundo Cristão, que registra preciosas dicas para o cuidado com os pacientes do Alzheimer. A obra de Gary Chapman, Deborah Barr e Edward G. Shaw é voltada, principalmente para familiares, cônjuges e profissionais da saúde.

