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terça-feira, 24 novembro 2020

Fernando Miguel e sua relação entre a fé e o esporte

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Aos 34 anos, uma carreira consolidada de jogador de futebol, o goleiro do Vasco da Gama, Fernando Miguel prova que a fé traz equilíbrio emocional diante de qualquer adversidade. Confira a entrevista!

Por Priscilla Cerqueira

Você pode até torcer para o Flamengo, Fluminense, Botafogo, Corintians, mas o experiente jogador do Vasco da Gama, Fernando Miguel, prova que fé não tem nada a ver com clube. Aos 34 anos e uma carreira consolidada, o famoso goleiro do gigante da colina deixa o medo, a insegurança e a ansiedade de lado ao usar a fé para ter equilíbrio emocional diante das adversidades.

O gaúcho, que é casado e pai de duas meninas, de 8 e 3 anos, membro da Nova Igreja, no Rio de Janeiro, tem se destacado no futebol brasileiro por sua ‘serenidade’, firmeza nas decisões e postura de fé, que o mantém tranquilo diante das adversidades.

Líder nato e convicto do seu propósito, o atleta tem buscado cada vez mais superar desafios e perseverar nas dificuldades. Mas seu sucesso, como ele mesmo faz questão de frisar, é a fé que tem em Jesus.

Em um bate papo descontraído no Programa Conexão Empreendedora, realizado pela Nova Igreja, na qual Comunhão é parceira, junto com o pastor Jorge Monteiro e os empresários Erick Cunha e Rodrigo Santos, Fernando Miguel falou abertamente sobre sua carreira, propósito e perseverança. Confira!

Você é uma pessoa que exerce liderança dentro de fora de campo, é respeitado, perseverou, venceu e tem vencido. Como foi passar por esse processo até chegar onde chegou hoje?

É preciso falar de gestão de carreira. Vejo que o atleta precisa gerir a sua própria carreira. O corpo dele, ele mesmo em si só é a empresa dele. Então saber gerir isso, dar os passos certos, nas estações certas, é fundamental para avançar. Eu me vejo dessa forma. O primeiro passo que tive que dar até chegar onde estou hoje, foi me decidir ser jogador de futebol. Me lembro na infância com meus pais, onde na minha casa cada um traçava o que queria ser profissionalmente. E quando disse que queria ser jogador de futebol foi um choque para o meu pai. Mas isso era uma decisão amadurecida dentro de mim. Tomei essa decisão ainda muito jovem. Então a partir desse momento, comecei a caminhar em direção aos meus sonhos, objetivos, aquilo que idealizei e que precisa ser construído. É preciso avançar, superar etapas, adversidades, algumas negativas e decepções pessoais de pessoas que querem fazer você parar. Mas tudo isso faz parte do processo, do crescimento e de um avanço de cada um dentro da sua própria história. Nunca consegui olhar e não consigo ver as adversidades na minha vida como se fosse um sofrimento imposto. É preciso ter equilíbrio e percepção para que se consiga avançar. Aos 35 anos não estou satisfeito com tudo o que já vivi na minha carreira. Eu idealizo e vejo muita coisa ainda. Tenho trabalhado diariamente para continuar crescendo.

Fernando Miguel
Foto: Marcos Faria – MF Fotos e Filmagens

A perseverança é fundamental para vivermos o processo naquilo que estamos buscamos transformar. Como é para você atingir objetivos e chegar num propósito?

Eu me considero um homem de muita fé, que não desiste e não se abala fácil. Mas em alguns momentos tive que olhar para mim mesmo e perguntar: ‘será que é pra eu continuar jogando futebol?’. Essa avaliação precisa ser feita, pois, as vezes queremos desistir de algo que é para continuarmos persistindo. Chegou um momento na minha vida em que me dedicava e perseverava muito, mas o mercado se fechou para mim. Cheguei ao ponto de ficar desempregado, sem ter a fonte de renda para a minha casa. Então nesse momento fiz minha autoanálise. Então, pensei: existe uma capacidade dentro de mim de fazer diferente daqui para frente. Preciso visualizar coisas grandes para avançar. Não posso ficar num ciclo vicioso, de viver as mesmas coisas e viver de migalhas. Preciso detectar o que posso fazer para avançar. Também não posso pensar apenas no meu individual, e sim, no crescimento coletivo, para que o talento de cada um seja valorizado. Não posso olhar para a minha carreira como se fosse vivida de forma solitária, o meu desempenho precisa ser somado ao desempenho de todos, para que o coletivo vença e a gente consiga ter grandes resultados. Me policio sempre para que que seja uma marca em evidência e contagiante para outros que estão a minha volta.

A Bíblia diz em Tiago 1:3 que a ‘prova da nossa fé opera a paciência’. É preciso ter a fé provada para exercer o crescimento sobre a perseverança?

Ser provado não significa simplesmente ser colocado no momento de dificuldade na vida, aquilo que recebemos precisamos frutificar e isso só acontece avançando.
Só ficamos evidentes avançando. Vejo as dificuldades como uma oportunidade de crescimento, só precisamos ter um equilíbrio necessário para passar bem por ela. A oportunidade está dentro de nós e somos nós mesmo que fazemos acontecer.

Fernando Miguel
Foto: Divulgação/vasco.com.br

Muitas pessoas têm sucesso em seus empreendimentos e carreira por tomarem decisões certas na hora certa e o cristão tem o dever de buscar orientação de Deus antes de qualquer decisão. É importante perseverar no caminho certo?

A orientação de fé, o relacionamento com Deus e com o Espírito Santo é o que faz a diferença na minha vida. Depois que tivesse essa sensibilidade em ouvi a voz de Deus foi um divisor de águas para mim e a minha carreira passou a crescer de uma forma absurda, passou a ser uma carreira relevante. As pessoas me dão crédito, me respeitam, me procuram e me pedem opiniões.
O relacionamento com Deus é fundamental para tudo. Sou muito sensível a isso, é muito claro os sinais de Deus para mim. Quando tomei a decisão de vir para o Vasco vários outros clubes me ligaram oferecendo propostas tentadoras. Mas eu sabendo do caminho que devo ir vou fundo nele. É uma marca que eu tenho, e é muito saudável. Não me arrependo das decisões que tomo, porque minhas decisões são pautadas e guiadas na direção do Espírito.

Foto: Rafael Ribeiro / Vasco da Gama

Para se manter firme na posição precisamos ter uma capacidade de resiliência grande, de tolerar situações complicadas. Como é a sua capacidade de resiliência?

Estou convicto daquilo que faço e do processo que estou inserido. Vejo, visualizo, entendo que Deus me colocou naquele lugar, então as coisas vão começar a se desenvolver. Claro que nada acontece da noite para o dia, existe um processo nisso. Mas ao mesmo tempo entendo que aquilo que eu faço é uma paixão. Quando começamos a desenvolver, avançar e fazermos parte disso é muito bom. Não me vejo muito resiliente, e sim, convicto e consciente do processo e completamente imbuído dentro dele.

A Bíblia nos orienta para fazermos a diferença onde estivermos, então quando temos o espiritual alinhado com o propósito, podemos ser pessoas melhores no dia a dia, pois entendemos onde estamos posicionados e por que fomos chamados?

A nossa fé não serve simplesmente para levantarmos as mãos para o céu e vestir uma camisa que Deus é fiel. Temos que fazer a diferença dentro do cenário onde estamos inseridos. Quando chego em algum lugar, entendo que sou luz ali.
Nos momentos de desespero em que a coisa está muito arrochada, o papel de chegar e falar: ‘calma, estamos no caminho certo, vamos ficar bem e vamos avançar’, é de quem tem a luz. Precisamos nos colocar dentro do propósito e ter convicção do caminho pelo qual temos andado. E eu tenho convicção em relação a isso, sei o Deus em quem tenho crido, com quem tenho andado, onde quero chegar e por onde preciso ir. Esse é o nosso papel, levar a luz, fazer avançar e ser referência no processo.

A Bíblia fala em resistir às tentações e coisas que nos impedem de crescer. Precisamos ter resistência para termos uma carreira bem-sucedida e uma vida vitoriosa?

Sim, essa palavra é muito pertinente.  Em 2018 passamos por momentos dificílimos no Vasco, que quase foi rebaixado. Enquanto tudo e todos os fatores a nossa volta mostravam que era impossível, nós permanecemos firmes, entendendo que daria certo. Nós acreditamos e resistimos até o final e deu certo. Se hoje estamos vivendo um momento completamente diferente desses últimos anos foi por que lá atrás nós resistimos,
fomos semeando dia após dia. Nós resistimos com firmeza, convicção, segurança, e nos posicionamos para que hoje pudéssemos viver numa situação mais confortável.

Foto: Rafael Ribeiro / Vasco da Gama

Como você enxerga a associação entre competência, caráter e capacidade na sua vida pessoal e carreira profissional?

Ainda não tenho títulos de relevância nacional e internacional na minha carreira, mas isso não significa que eu não tenha uma carreira vitoriosa. Eu quero buscar e conquistar títulos,
mas quero andar pelo caminho que vai ser edificante e relevante na vida de alguém. Independente de título, meu desejo é que as pessoas olhem para mim e digam: ‘esse cara foi um vencedor, e fez a diferença enquanto esteve com a gente’. É mais importante para mim construir do que ganhar de qualquer jeito e ser venerado na mídia.


Veja o Programa Conexão Empreendedora onde o jogador Fernando Miguel apresentou seu testemunho

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