22.9 C
Vitória
terça-feira, 22 setembro 2020

40% dos feminicídios da América Latina são no Brasil

Leia também

‘Mistura de ceticismo com desconhecimento’ afeta soluções ambientais, diz Barroso

Ministro chegou a indicar que, em razão da semelhança dos assuntos, as ações poderão até ser levadas a julgamento juntas

Aras se diz contra pedido da prefeitura do RJ para volta às aulas na rede privada

De acordo com o procurador-geral, o deferimento dos pedidos de suspensão de segurança, de liminar e de tutela provisória tem caráter excepcional

Doria diz ter plano estadual alternativo à vacinação contra covid-19

O governador porém ressalvou: "tenho certeza que Ministério da Saúde não caminhará, não trilhará um caminho ideológico, partidário e eleitoral"

O levantamento foi realizado com ocorrências de 2017

A cada dez feminicídios cometidos em 23 países da América Latina e Caribe em 2017, quatro ocorreram no Brasil. Segundo informações da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 2.795 mulheres foram assassinadas na região, no ano passado, em razão de sua identidade de gênero. Desse total, 1.133 foram registrados no Brasil.

O levantamento também ranqueia os países a partir de um cálculo de proporção. Nessa perspectiva, quem lidera a lista é El Salvador, que apresenta uma taxa de 10,2 ocorrências a cada 100 mil mulheres, destacada pela Cepal como “sem paralelo” na comparação com o índice dos demais países da região.

Em seguida aparecem Honduras (5,8), Guatemala (2,6) e República Dominicana (2,2) e, nas últimas posições, exibindo as melhores taxas, Panamá (0,9), Venezuela (0,8) – também com uma base de 2016, e Peru (0,7). Colômbia (0,6) e Chile (0,5) também apresentam índices baixos, mas têm uma peculiaridade, que é o fato de contabilizarem somente os casos de feminicídio perpetrado por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, chamado de feminicídio íntimo.

Totalizando um índice de 1,1 feminicídios a cada 100 mil mulheres, o Brasil encontra-se empatado com a Argentina e a Costa Rica.

Adequação das leis

Após a divulgação do relatório no dia 15 de novembro, a Cepal ressaltou que a gravidade do feminicídio já fez com que 18 países latino-americanos tenham modificado suas leis para que o crime seja assim tipificado, o que implica no agravamento da pena.

Os países que já promoveram essa alteração em sua legislação foram os seguintes: Costa Rica (2007), Guatemala (2008), Chile (2010), El Salvador (2010), Argentina, México (2012), Nicarágua (2012), Bolívia (2013), Honduras (2013), Panamá (2013), Peru (2013), Equador (2014), República Dominicana (2014), Venezuela (2014), Paraguay (2016) e Uruguai (2017). No Brasil, a caracterização desse tipo de crime foi detalhada em 2015, com a lei 13.104, que classificou o feminicídio como crime hediondo.

Veiculado a poucos dias do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, o comunicado da Cepal também assinala como um dos principais desafios para se abordar corretamente o tema a compreensão de que todas as formas de violência que afetam as mulheres estão determinadas, para além de sua condição sexual e de gênero, por diferenças econômicas, etárias, raciais, culturais, de religião e de outros tipos.

Na avaliação da comissão, esse discernimento permitiria que as políticas públicas considerassem a diversidade das mulheres e as diversas formas de violência direcionada a essa parcela da população.

Segundo o Instituto Patrícia Galvão, as diretrizes que norteiam as classificações aplicadas na América Latina para se tratar de feminicídio abarcam a diversidade de contextos dessas mortes. Embora distintas, as 13 linhas revelam que o desprezo ou a discriminação da vítima devido à sua “condição de mulher” são componentes constantes em todas ocorrências.

São relacionados, por exemplo, além do feminicídio íntimo, o feminicídio sexual sistêmico, em que a vítima também é sequestrada e estuprada, e o feminicídio lesbofóbico ou bifóbico, configurado quando a vítima é bissexual ou lésbica e é assassinada porque o agressor entende que deve puni-la por sua orientação sexual.

*Com informações da Agência Brasil.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Esperamos que agosto seja o pico da covid-19 nas Américas, diz Jarbas Barbosa

Durante a coletiva, o diretor-assistente da Opas comentou o fato de que o padrão de transmissão da doença na América Latina tem se mostrado distinto da Europa

ONU diz que pandemia pode elevar pobreza na América Latina

Em documento, ONU destaca fragilidade do sistema de saúde da América Latina

América Latina: Mortes por covid-19 devem chegar a 388 mil até outubro

Brasil e México, as nações mais populosas da região, devem ser responsáveis por dois terços das mortes

Europa continua reabertura, enquanto América Latina vê número da casos disparar

A Comissão Europeia apresenta nesta quarta suas recomendações para uma reabertura "gradual" e "sem discriminação" das fronteiras internas da União Europeia (UE)

Líderes cristãos da América Latina se juntam a governos para ajudar vítimas de Covid-19

Os líderes evangélicos na Colômbia e no Peru apresentaram projetos a seus governos, para apoiar as vítimas de coronavírus. Os evangélicos cubanos estão trabalhando ativamente com os afetados pela pandemia.

Presidentes do Paraguai, El Salvador e Guatemala pedem a proteção de Deus

A América Latina se prepara para o Covid-19: "É claro que vamos orar!". Saiba mais! Quando o epicentro da pandemia do Covid-19 passou da China...

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

Live solidária: artistas em favor da Igreja Perseguida

Denominado de "Seja um com eles", a live solidária é um grito de ajuda a igreja perseguida. Paulo César Baruk, Rebeca Nemer, Eyshila, André Aquino são alguns dos convidados. Saiba mais!

Arte da Graça em casa; Conscientização do setembro amarelo

Em formato online, o evento une shows e workshops incentivando a tolerância, paz e música. Saiba mais!

Aquecimento Sepal 2020, com Edméia Williams e Rodrigo Gomes

Transmissão acontecerá nesta segunda-feira, 14 de setembro, às 19 horas. Saiba como participar!

Encontro nacional Renas: “Ser criança em tempos de incerteza”

É a 13ª edição do Encontro Nacional da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas). Evento, que acontece em outubro, será online. Saiba mais!
- Publicidade -

Plugue-se

Vídeos sobre a Bíblia alcançam 1 milhão de pessoas no Tik Tok

Produzidos por Jey Reis, 17 anos, os vídeos diários, que são publicados no Tik Tok, falam sobre Jesus. Saiba mais! !

“Inesquecível”: a história da professora que morreu para salvar crianças

Filme vai contar a história da professora Heley de Abreu, que deu avida para proteger crianças de um incêndio, em Janaúba (MG). Saiba maiws!

Kemuel e Priscilla Alcântara conquistam Platina Triplo

Platina Triplo é uma certificação pelo grande alcance que as canções dos artistas tiveram nas plataformas digitais de música Nesta quinta-feira, 17, Kemuel e Priscilla...

Ajude um cego a ler a Bíblia e ter a vida transformada

A iniciativa quer distribuir a Bíblia para cegos em todo o Brasil e promover a acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Saiba mais!