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quinta-feira, 20 janeiro 2022

Fé transmitida de pai para filho

pai e filho (1)
Foto: unsplash

Entenda a importância de ensinar às futuras gerações sobre quem Deus é e como devemos amá-lo

Por Marlon Max

A fé de um pai tem um papel muito relevante na vida dos filhos. Os pais são chamados a fazer os filhos entenderem o significado do que é conhecer e amar a Deus. Isso fica claro no texto de Deuteronômio 6.4-9.

“Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões”.

Em países onde há perseguição, de acordo com a missão Portas Abertas, esse ensinamento é ainda mais relevante, já que a fé das crianças precisa estar realmente fundamentada em Cristo para que não se abalem diante dos desafios encontrados. Com Badol, que vive em Bangladesh, foi assim, relata Portas Abertas. O pai dele se converteu primeiro e depois os irmãos se tornaram cristãos. Badol também aceitou a Cristo. O pai dele recebeu treinamento bíblico por meio de parceiros da Portas Abertas e, atualmente, é líder de uma igreja.

Ao ter sua própria casa, Badol continuou optando por deixar a tradicional fé muçulmana da vila onde vive e seguir a Jesus. Toda a família serve a Cristo, incluindo os dois filhos. Porém, essa não foi uma decisão fácil. A família dele é uma das poucas cristãs que vivem na vila com 50 casas. Ele tinha medo que os muçulmanos da vila não quisessem nada com eles e, infelizmente, seus medos se concretizaram. Badol explica: “Ninguém conversa, se comunica ou se associa conosco”.

Isolamento forçado

A família decidiu também não participar mais de festivais muçulmanos e, por conta disso, foi deixada de fora de outros eventos sociais, como casamentos. Maya, a esposa de Badol, acrescenta: “Nossa família é cristã, mas na vila, os muçulmanos são a maioria. Eles nos dizem: ‘Vão embora. Vocês são cristãos e não deveriam se misturar conosco. Vocês não são como nós’. Eles nos afastam, ficam bravos e brigam conosco. Também não permitem nos aproximarmos deles. É um problema”.

A rejeição e o isolamento são especialmente difíceis para Bijli, a filha do casal, de dez anos. “Meus amigos não querem brincar comigo. Eles me empurram”, ela disse. Maya explica que, algumas vezes, Bijli vem para casa chorando após as “amigas” a atacarem. Bijli explica: “Elas me bateram e não me deixam ficar com elas. Disseram que é porque somos cristãos”.

Felizmente, Bijli tem um irmão para brincar em casa, Mohon, de cinco anos. “Eu o amo”, disse Bijli. Eles fazem fortes de almofada, constroem castelos de areia e brincam de esconde-esconde — como qualquer criança no mundo. Além disso, há algumas outras crianças cristãs na vila para brincarem. “Apesar disso, ela não pode brincar com crianças muçulmanas”, disse Maya.

Com informações Portas Abertas

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