back to top
25.9 C
Vitória
quinta-feira, 20 junho 2024

Extremistas islâmicos atacam cristãos em Moçambique

Em Moçambique, há milhares de deslocados, incluindo muitos cristãos - Foto: Portas Abertas

No país, são mais de 70 mil deslocados internos, sendo 35.500 crianças e 14.500 mulheres, conforme informações da Portas Abertas

Por Patricia Scott

Em Moçambique, milhares de pessoas foram forçadas a deixarem suas casas devido ao aumento dos ataques de grupos extremistas islâmicos. Assim, são mais de 70 mil deslocados internos, sendo 35.500 crianças e 14.500 mulheres, conforme informações da Portas Abertas.

Os cristãos também estão inseridos nessa realidade. Além disso, é importante frisar que Moçambique é o 39º país na Lista Mundial da Perseguição 2024, elaborada por Portas Abertas, que classifica os 50 países onde é mais difícil para os cristãos viverem.

“Acordamos com o som dos tiros. Eles começaram a perseguir as pessoas. Vimos quando eles cortaram a cabeça de um homem com um facão”, disse Josefina Gabriele, uma mulher de 40 anos, em entrevista à agência de notícias AFP.

- Continua após a publicidade -

Em Cabo Delgado, o escalonamento da violência começou em fevereiro deste ano. Época em que o Estado Islâmico atacou as forças de segurança, em Moçambique. O ato violento causou a morte de 20 soldados. A seguir, eles avançaram para outras regiões, refletindo no deslocamento de milhares de vítimas.

Uma delas é Maria (pseudônimo), de 20 anos. Ela fugiu depois que um grupo atacou a cidade de Chai, no distrito de Macomia, junto com a família, para buscar um abrigo na tentativa de escapar da violência. Anteriormente, a jovem já havia perdido a mãe em um ataque e, agora, mais dois membros da família foram mortos.

“Estávamos abrigados na casa do irmão mais novo do meu pai em Chai”, relatou a jovem. Quando os radicais chegaram à cidade, no início de fevereiro, queimaram a casa do tio de Maria (pseudônimo). Ela conseguiu fugir com a filha de dois anos nos braços, mas, em meio à agitação, perdeu o pai e o tio de vista. Entretanto, depois, quando estava com um grupo de desconhecidos teve a notícia da morte de ambos.

Maria precisou viajar por uma longa distância na floresta. até chegar à cidade de Macomia, onde conseguiu um carro para chegar a Pemba. Na localidade, ela está abrigada com outra família cristã. Os irmãos dela ficaram em um acampamento de deslocados internos, para o qual ela não pôde ir, pois teria mais risco de ser vítima de abusos.

Destruição total

Nos ataques, eles destruíram igrejas, casas e lojas. Por causa da insegurança, mais de 125 escolas foram fechadas desde janeiro. Assim, a violência tem prejudicado a educação de mais de 68 mil crianças.

Segundo Portas Abertas, há também relatos de sequestros e decapitações. Os radicais tentam encorajar a população local à conversão ao islamismo, além de exigirem impostos em troca de proteção para casas e propriedades.

Desde 2017, o grupo extremista islâmico Ahlu-Sunnah wal Jama’ah tem travado uma disputa no norte da província de Cabo Delgado. Já em 2019, o grupo se aliou ao Estado Islâmico. A luta entre as Forças Armadas de Moçambique e grupos extremistas obrigou mais de 650 mil pessoas a fugirem de casa. Ao menos dois milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária imediata. “Ore pelos cristãos deslocados internos em Moçambique”, pede a missão Portas Abertas.

 

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -