Evidências da conquista de Jerusalém pela Babilônia

Foto: Sputnik / Alexei Danichev

Escavações na montanha em Jerusalém revelaram artefatos inéditos que comprovam a tomada da cidade por Nabucodonosor

Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, realizaram uma nova escavação no Monte Sião, em Jerusalém – Israel, e encontraram provas contundentes da conquista babilônica da cidade entre 587 e 586 a.C.

O material catalogado inclui pontas de flecha e camadas de cinzas de combustão, além de fragmentos de cerâmica, lâmpadas, joias de ouro, prata e outros materiais datados da Idade do Ferro.

É a segunda grande descoberta da equipe que escava Sião este ano – coordenada por Shimon Gibson (UNC Charlotte), Rafi Lewis (Ashkelon Academic College) e James Tabor (UNC), que também encontraram vestígios da Primeira Cruzada na região.

A novidade instigou os pesquisadores. Isso porque nunca foram encontrados depósitos materiais babilônicos e hebraicos lado a lado de tamanhas proporções. Há também evidências do cerco gerado pela Babilônia contra a cidade.

“Nós sabemos onde a antiga linha de fortificação existiu”, observou Gibson, fortalecendo a hipótese dos pesquisadores contra explicações anteriores à descoberta. Não se tratando de uma área de despejo ou uma necrópole, a concentração do material encontrado é explicada pela guerra ocorrida nas fronteiras de Jerusalém.

Os pesquisadores dizem que encontrar evidências de um evento histórico crítico é o que torna a descoberta interessante. Os vestígios são de suma relevância para a história que tem na tomada dos babilônios da região um marco da formação de Israel, mesmo que isso se converta na narrativa mitológica do Êxodo usando o Egito como personagem. O evento já era conhecido pelos escritos de Nabucodonosor.

*Com informações de Uol


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